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Agronegócio
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Cultura do trigo no Brasil enfrenta queda significativa em 2026

Produtores hesitam em investir devido a incertezas climáticas e de rentabilidade

Tiago Abech16 de junho de 2026 às 09:15
Cultura do trigo no Brasil enfrenta queda significativa em 2026

Os produtores de trigo no Brasil estão hesitantes em aumentar seus investimentos, devido a incertezas quanto ao clima e à rentabilidade da safra. Essa hesitação já se reflete nas projeções para 2026, que indicam uma forte diminuição na produção nacional.

Conforme o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é que a produção de trigo chegue a 6,3 milhões de toneladas neste ano, marcando uma diminuição de 1,4% em relação à previsão anterior e uma queda alarmante de 20% comparada à safra de 2025.

Área cultivada deve encolher novamente, atingindo 2,12 milhões de hectares, uma redução de 1,1% em relação à estimativa passada e 13,4% quando comparada ao ano anterior.

A produtividade média esperada para as lavouras é de 2,974 toneladas por hectare, representando uma queda de 0,4% em relação a um mês atrás e 7,6% abaixo do que foi registrado na safra passada. Esses dados revelam um cenário desolador para o cultivo de trigo no Brasil.

Preços do trigo permanecem estáveis no mercado interno

Apesar das projeções de queda na produção, os preços do trigo no mercado interno continuam a se manter firmes. Um estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a estabilidade dos preços está ligada à escassez do cereal disponível no mercado à vista.

Os vendedores têm adotado uma postura cautelosa nas negociações, preferindo reter os estoques em busca de melhores oportunidades de venda. Essa estratégia diminui a oferta e ajuda a preservar os preços em níveis elevados.

A tendência do mercado nos próximos meses estará intimamente ligada ao desenvolvimento das lavouras e às condições climáticas nas principais áreas produtoras do Brasil.

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