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Agronegócio
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Cultura do trigo no RS enfrenta desafios na próxima safra

Produtores se preparam para entressafra sob incertezas econômicas

Acro Rodrigues19 de maio de 2026 às 06:00
Cultura do trigo no RS enfrenta desafios na próxima safra

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (14), a cultura do trigo no Rio Grande do Sul se encontra em entressafra, onde os agricultores estão focados na preparação do solo para o plantio, incluindo ações como a dessecação de plantas indesejadas.

Entretanto, as indicações atuais sugerem uma possível diminuição na área destinada ao cultivo na próxima safra. Essa redução é atribuída ao aumento nos custos de produção, especialmente devido ao encarecimento dos fertilizantes, à maior dificuldade para crédito rural, e à cautela na contratação de seguros agrícolas.

O fenômeno El Niño previsto para o inverno e primavera também contribui para um clima de incerteza entre os produtores.

A Emater/RS-Ascar ainda está avaliando a estimativa da área que será cultivada em 2026. Na última safra, o estado plantou 1.166.163 hectares de trigo, obtendo uma produtividade média de 2.968 kg por hectare, resultando em uma produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Manejo de áreas e dificuldades regionais

Na região de Ijuí, as práticas de manejo nas áreas destinadas ao trigo já começaram, com foco na erradicação de plantas daninhas resistentes a herbicidas. Nos locais onde foram utilizadas plantas de cobertura, as condições do solo são consideradas adequadas.

Em Santa Rosa, observa-se uma tendência semelhante de diminuição da área plantada, influenciada pelo acesso restrito ao crédito rural e pela expectativa de rentabilidade inferior em comparação a outras atividades.

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Em Santo Antônio das Missões, a expectativa é de que a área cultivada sofra uma redução de pelo menos 30% em relação aos 21 mil hectares do ano passado.

Por fim, muitos agricultores estão considerando o uso de misturas de plantas de cobertura para garantir a manutenção das áreas e o controle de plantas indesejadas, em tempos de incerteza no cultivo do trigo.

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