Dependência de fertilizantes ruma ao debate com Profert no Congresso
Quebrando a dependência de importações no agronegócio brasileiro

A discussão sobre a dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes ganha força com o avanço do programa Profert no Congresso. Apesar de ser um dos maiores consumidores de insumos do mundo, o Brasil continua a depender de importações para suprir cerca de 90% de suas necessidades.
A questão não se resume apenas à falta de incentivos governamentais, mas remete a um conceito econômico criado por Adam Smith, conhecido como a 'mão invisível do mercado'. Smith argumentava que a demanda e a liberdade econômica atraem investimentos para as melhores oportunidades. Se essa teoria fosse suficiente, o Brasil já teria se tornado um polo produtivo de fertilizantes há anos.
✨ Produzir fertilizantes no Brasil é frequentemente mais caro que importar, levando à preferência por insumos externos.
Embora o Brasil possua um mercado consumidor robusto, a produção de fertilizantes aqui ainda se mostra desvantajosa por diversos fatores, como altas taxas de juros, carga tributária complexa, infraestrutura inadequada e insegurança jurídica. Esses elementos tornam difícil atrair o capital que poderia transformar o setor.
Diante desse contexto, o Profert apresenta-se como um passo positivo, visando reduzir a vulnerabilidade do Brasil frente a crises internacionais, como evidenciado pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, que afetou a cadeia de suprimentos de fertilizantes.
Entretanto, a questão mais crucial é se os incentivos financeiros do Profert serão capazes de resolver esses problemas estruturais de longo prazo. Um investimento em uma planta de fertilizantes requer um montante significativo e um retorno que, normalmente, não se obtém rapidamente.
Para muitos investidores, analisar as condições de financiamento, a estabilidade tributária, infraestrutura e segurança regulatória é essencial. Sem a melhoria dessas condições, continuará sendo mais vantajoso oferecer capitais a outros mercados.
"A verdadeira política industrial do Brasil deve ser a criação de um ambiente econômico que favoreça investimentos sustentáveis. - fonte anônima
Assim, o desafio do Profert vai além da simples elevação da produção de fertilizantes; é estimular um ambiente no qual investir e produzir se tornem opções logicamente competitivas. A necessidade é clara: o Brasil precisa de um ambiente econômico que possibilite não apenas a criação de políticas industriais, mas a efetiva atração de investimentos.
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