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Agronegócio
2 min de leitura

El Niño e colheita impactam mercado de milho no Brasil

Fenômeno climático gera incertezas na produção e comércio da safra

Acro Rodrigues22 de junho de 2026 às 07:15
El Niño e colheita impactam mercado de milho no Brasil

A confirmação da presença do El Niño no Brasil acende um alerta no mercado de milho, com potenciais impactos significativos na produção.

Conforme dados do Cepea, o fenômeno pode intensificar as chuvas no Sul e causar irregularidades nas precipitações e aumento da temperatura no Centro-Oeste, em um momento crítico para a safra de verão.

Os efeitos do El Niño requerem especial atenção no cultivo do milho.

No Sul, as chuvas excessivas podem atrasar a semeadura, enquanto no Centro-Oeste, um adiamento na colheita impactaria o plantio da segunda safra, que poderia sair do período ideal.

Além do risco climático, o mercado enfrenta a pressão da colheita da segunda safra, que tem gerado as menores médias de preço do ano nas regiões produtoras até meados de outubro.

Os consumidores evitam fazer novas compras, confiantes em seus estoques adequados para o curto prazo, o que resulta na procrastinação das negociações, especialmente devido à recente queda nos preços internacionais.

No lado da oferta, a dinâmica não é uniforme. Vendedores que não necessitam de liquidez mantêm suas negociações restritas, impedindo quedas acentuadas em algumas áreas, mas a pressão da colheita persiste.

Assim, o cenário misto, caracterizado por riscos climáticos, avanço da colheita da segunda safra e a cautela entre compradores, mantém o mercado de milho em constante vigilância.

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O comportamento do El Niño, a velocidade da colheita e a paridade de exportação são fatores cruciais para as oscilações de preços nos próximos dias

Cepea.

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