El Niño retorna e promete impactos severos no clima brasileiro
Fenômeno pode intensificar anomalias climáticas nos próximos meses.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o retorno do El Niño, com uma probabilidade de 63% de que o fenômeno atinja uma intensidade elevada nos próximos meses, o que pode trazer significativas alterações climáticas no Brasil e em outras partes do mundo.
Intensificação do fenômeno
O último relatório da NOAA revelou um aumento na expectativa de ocorrência de um El Niño forte, subindo de 37% para 63%. Esse fenômeno é caracterizado por anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a 2°C. Meteorologistas, como Arthur Müller do Canal Rural, indicam que as temperaturas podem se aproximar de 2,5°C, tornando esse fenômeno um dos mais intensos já registrados.
"O fenômeno está de volta e os impactos já devem aparecer nos próximos meses em todo o Brasil.
✨ Previsões indicam duas vezes a intensificação do fenômeno em relação a eventos anteriores.
Contexto
O aquecimento das águas abaixo da superfície do Pacífico Equatorial pode intensificar ainda mais o impacto do El Niño nos próximos meses.
Efeitos no Brasil
Os padrões climáticos que se consolidam com El Niño geram preocupações. Espera-se um aumento das chuvas no Sul do Brasil, ao mesmo tempo que o Norte e partes do Nordeste devem sentir a redução das precipitações. Ondas de calor intensas se tornam também uma possibilidade.
No inverno, o fenômeno tende a diminuir a frequência de geadas no Centro-Sul, e para a safra 2026/27, há o alerta de possíveis atrasos na regularização das chuvas, impactando o plantio.
Primeiros sinais e alertas
Recentemente, a Região Sul já apresenta efeitos do fenômeno, com a formação de sistemas de baixa pressão que aumentam os volumes de chuva. Estima-se a formação de até cinco ciclones extratropicais em um curto espaço de tempo, que poderão resultar em temporais significativos e acúmulos expressivos de chuva.
✨ No Paraná, os produtores rurais estão preocupados, pois as chuvas podem prejudicar as colheitas de milho e feijão.
Preocupações a longo prazo
Além das consequências imediatas, a NOAA observa o potencial do fenômeno se estender até 2027, elevando o risco de secas severas e incêndios florestais, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. É fundamental que os setores agrícolas e dependentes do clima se preparem para um ciclo complicado devido a essa previsão.
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