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Agronegócio
2 min de leitura

Embrapa testa estruvita para reduzir uso de fertilizantes importados

Pesquisa busca soluções sustentáveis para a agricultura brasileira

Gabriel Rodrigues05 de maio de 2026 às 10:15
Embrapa testa estruvita para reduzir uso de fertilizantes importados

Pesquisas da Embrapa estão explorando o uso de resíduos agropecuários, como uma alternativa viável aos fertilizantes fosfatados importados, destacando a estruvita, obtida a partir de dejetos suínos.

De acordo com os pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a estruvita pode suprir até 50% da necessidade de fósforo em culturas como soja, com produtividade comparável ao uso de adubação convencional.

A produção de 3.500 quilos de soja por hectare se aproxima da média nacional com adubação convencional.

Inovação e Sustentabilidade

Caio de Teves Inácio, pesquisador da Embrapa, afirma que essa inovação representa uma nova abordagem tecnológica para a agropecuária brasileira, alinhada a princípios de economia circular, onde resíduos são convertidos em insumos valiosos.

O Que é a Estruvita?

A estruvita é um mineral cristalino formado por fosfato de magnésio e amônio, derivado da recuperação de nutrientes de dejetos animais, com potencial para melhorar a fertilidade do solo sem causar contaminação.

Além dos benefícios ambientais, as projeções da Embrapa sugerem que propriedades com mais de 5 mil suínos poderiam produzir cerca de 340 mil toneladas de estruvita anualmente no Brasil.

Perspectivas e Desafios

Embora a estruvita seja uma prática adotada em outros países, sua aplicação no Brasil ainda é recente e exige validações científicas em solos tropicais.

A pesquisa está focada em comprovar a eficiência da estruvita em condições brasileiras, especialmente em solos com forte fixação de fósforo, para assegurar sua utilização segura e eficaz no setor agrícola.

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