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Agronegócio
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Entregas de fertilizantes no Brasil devem cair até 15% em 2026

Conflitos e custos elevados impactam safra de soja 2026/27

Acro Rodrigues18 de maio de 2026 às 18:15
Entregas de fertilizantes no Brasil devem cair até 15% em 2026

A previsão é de que as entregas de fertilizantes no Brasil sofram uma queda entre 10% e 15% em 2026, após um recorde de 49 milhões de toneladas em 2025, conforme divulgado pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná, o Sindiadubos-PR.

Esta diminuição está associada a fatores como conflitos geopolíticos, aumento nos custos e atrasos nas aquisições por parte dos produtores, o que impacta diretamente o planejamento da safra de soja 2026/27.

Apenas 50% dos fertilizantes necessários para a safra de soja foram negociados até agora, enquanto a média histórica é superior a 60%.

O Sindiadubos-PR enfatiza que essa demora nas compras pode levar à concentração de demanda nos próximos meses. O presidente da entidade, Aluisio Schwartz, alertou que, se houver um aumento significativo nas encomendas entre junho e agosto, o Brasil poderá enfrentar sérios problemas logísticos nos portos, resultando em tempos de espera de até 60 dias para o descarregamento dos navios.

Em comparação, no ano passado, os tempos de espera para atracação variavam de 10 a 15 dias. O sindicato atribui parte dessa situação à alta dos custos de insumos, incluindo a incidência de PIS/Cofins, a tabela de frete mínimo e o aumento no preço do diesel, além de restrições de crédito no setor agrícola.

Cenário de Custos

O custo de produção da soja atualmente está entre 50 e 55 sacos por hectare, numa média de produtividade de 60 sacos por hectare, o que pode limitar o uso de fertilizantes.

Esse cenário pode comprometer o potencial produtivo da safra caso os agricultores optem por adiar ou reduzir a quantidade de adubação. O Sindiadubos-PR ressalta que o ritmo das negociações nos próximos meses será crucial para o abastecimento e os custos da safra 2026/27.

Além disso, a entidade destaca a preocupação com o clima, citando os riscos de seca no Centro-Oeste devido ao fenômeno El Niño, embora não tenha apresentado uma projeção consolidada de produção para a próxima temporada.

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