Estratégia de milho deve focar em proteção de margens e vendas escalonadas
Análise da TF Agroeconômica sugere cautela e estratégias de armazenamento

Os produtores de milho devem adotar uma estratégia que priorize a proteção de margens, além de realizar vendas escalonadas e compras graduais em um mercado que se mantém firme, conforme análise da TF Agroeconômica.
A recente baixa dos preços em Chicago foi explicada pela realização de lucros dos fundos de investimento e por uma melhora temporária no clima nos Estados Unidos, mas sem impactar os fundamentos do mercado.
Diante disso, a orientação para os produtores é evitar vendas concentradas durante as correções de preço. Eles devem aproveitar recuperações de preços que atingirem entre 480 e 485 centavos de dólar por bushel para negociar parte da produção de forma escalonada e manter uma quantidade armazenada.
✨ Os preços do milho podem se fortalecer no segundo semestre, tornando o armazenamento uma prática vantajosa.
As cooperativas são aconselhadas a intensificar suas operações de hedge para proteger as margens dos cooperados, utilizando as altas de preço para garantir milho tanto para o mercado interno quanto para exportação.
Além disso, o armazenamento de grãos de melhor qualidade pode resultar em prêmios financeiros durante a entressafra, o que é crucial para otimizar os lucros.
Para as cerealistas, a recomendação é recompor estoques de maneira gradual nos períodos de recuo nos preços, ao mesmo tempo em que deve-se evitar posições excessivamente vendidas, devido aos riscos climáticos nos Estados Unidos e incertezas logísticas no Mar Negro.
Enquanto isso, a demanda internacional continua aquecida, o que se torna uma oportunidade para indústrias de ração e etanol que podem considerar as baixas atuais para ampliar a cobertura de matéria-prima.
Porém, adiar compras completamente pode aumentar a exposição a uma possível valorização no futuro, pois mesmo com a colheita brasileira avançando e a oferta aumentando no curto prazo, a demanda interna e as exportações recordes dos Estados Unidos são fatores que mantêm a perspectiva de alta lenta e firme ao longo do segundo semestre.
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