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Mercado de milho fecha em baixa, mas mantém ganhos mensais

Contratos futuros sofrem queda acompanhando o recuo de Chicago e do dólar

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 07:40
Mercado de milho fecha em baixa, mas mantém ganhos mensais

O mercado de milho encerrou a última sessão com uma queda nos contratos futuros, mesmo com um desempenho mensal que se manteve positivo. O dólar, aliado ao recuo dos preços em Chicago, contribuiu para a diminuição do valor dos contratos.

Na B3, o contrato de setembro de 2026 fechou em R$ 69,20, apresentando uma baixa de R$ 0,58 no dia e uma perda semanal de R$ 1,38. O vencimento de novembro fechou a R$ 73,90, com um recuo diário de R$ 0,74, enquanto o contrato de janeiro de 2027 encerrou em R$ 77,29. Apesar das quedas semanais, os contratos de setembro e dezembro acumularam altas de 1,48% e 3,91% no mês.

Já em Chicago, a retração semanal foi de 5,06%, embora o milho tenha avançado 5,76% durante julho. A média Cepea registrou queda de 0,75% na semana, mas um aumento de 2,63% no acumulado do mês.

No Rio Grande do Sul, a liquidez do milho permanece baixa, com preços que variam entre R$ 58 e R$ 63 por saca, sendo a média no estado de R$ 58,94.

A oferta limitada e o forte interesse por exportações têm contribuído para amenizar a pressão sobre os preços resultantes da colheita. A Emater prevê uma produção de 5,98 milhões de toneladas para a safra 2025/26, indicando um aumento de 13,1% na área cultivada e no volume, mesmo com uma leve queda de 0,2% na produtividade.

Em Santa Catarina, a diferença de preços entre vendedores e compradores está dificultando novas transações, com ofertas perto de R$ 60 e propostas em torno de R$ 55 por saca. O Paraná apresenta um cenário similar, onde o Deral revisou para baixo a estimativa da segunda safra para 17,05 milhões de toneladas, com 40% da área já colhida e 81% das lavouras em boas condições.

Por fim, no Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 48 e R$ 50,05 por saca. A demanda da indústria de bioenergia é um fator crucial para absorver a nova oferta, o que restringe quedas mais acentuadas nos preços.

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