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Agronegócio
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Estratégias de manejo ajudam a controlar podridão de diplomodia no milho

Adoção de práticas adequadas pode reduzir a incidência do fungo

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 10:45
Estratégias de manejo ajudam a controlar podridão de diplomodia no milho

Técnicas de manejo como o cuidado com palhada, a rotação de culturas e a regulagem da colheita são essenciais para minimizar a presença do fungo causador da podridão de diplodia no milho, impactando diretamente as safras futuras.

Importância do Manejo Pós-Colheita

A podridão de diplodia, provocada por Stenocarpella maydis e Stenocarpella macrospora, demanda atenção especial no período pós-colheita. Esse cuidado é particularmente crítico entre março e agosto nas regiões produtivas do país. A abordagem correta na gestão de resíduos e na rotação de culturas é decisiva para atenuar os efeitos desta patologia nas safras subsequentes.

A podridão de diplodia sobrevive em altos níveis nos restos culturais de milho, tornando-se uma fonte de inóculo.

Os fungos formam picnídios, estruturas resistentes que liberam esporos durante chuvas e orvalhos. Em sistemas que cultivam milho repetidamente, como o milho-milho, os restos infectados perpetuam o ciclo da doença. Portanto, o manejo adequado deve se concentrar em controlar este inóculo, ao invés de eliminá-lo completamente.

Práticas de Manejo Eficazes

A mera remoção da palhada não é recomendada, pois ela protege o solo da erosão e contribui para a umidade e matéria orgânica. O objetivo deve ser a distribuição equilibrada dos resíduos, evitando acúmulos que favoreçam a infecção. A trituração moderada ajuda na decomposição dos restos culturais, especialmente em condições de umidade favoráveis.

Criar uma regulação adequada nas colhedoras é a primeira linha de defesa contra a diplodia. Ajustes na altura de corte e velocidade garantem a minimização de perdas de espigas inteiras e grãos doentes, que poderiam contribuir significativamente para o inóculo na próxima safra.

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A colheita deve priorizar ajustes na altura de corte, velocidade de avanço e rotação dos mecanismos.

Alternativas Cultiváveis

Culturas não hospedeiras, como soja, feijão e milheto, desempenham um papel importante na rotação, interrompendo o ciclo do fungo.

A rotação de culturas e o controle de plantas voluntárias, conhecidas como tigueras, são vitais. As plantas de cobertura também desempenham um papel crucial, promovendo a diversidade radicular e incrementando a atividade da microbiota do solo, favorecendo a decomposição dos restos contaminados.

Uma Abordagem Integrada

O controle da podridão de diplodia exige uma abordagem abrangente. Além das práticas de manejo, a escolha de híbridos mais tolerantes e uma nutrição equilibrada também são fundamentais. O uso consciente e correto de fungicidas deve seguir orientações técnicas, pois sua eficácia é comprometida em ambientes com elevada carga de inóculo.

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