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Agronegócio
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Milho se valoriza no mercado futuro com alta de exportações

Preços do milho sobem na B3, impulsionados pela demanda externa e necessidade de espaço nos silos.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 08:15
Milho se valoriza no mercado futuro com alta de exportações

O mercado de milho encerrou a quarta-feira com um aumento nos preços dos contratos futuros, refletindo uma demanda desigual nas principais regiões produtoras do Brasil.

Conforme a TF Agroeconômica, a valorização se sustenta através da melhora nas vendas internas e externas, com o contrato de setembro de 2026 superando a marca de R$ 70,00 por saca.

Preços do contrato de setembro atingem R$ 70,11, com aumento de R$ 1,95 na semana.

O vencimento de setembro fechou em R$ 70,11, uma alta diária de R$ 0,94 e de R$ 1,95 na semana. No mesmo dia, o contrato de novembro registrou avanço diário de R$ 0,63, fechando a R$ 74,10, e o contrato de janeiro de 2027 alcançou R$ 76,58, com um ganho de R$ 0,85.

Cenário de exportação

A Anec revisou a projeção de exportação de milho para julho, agora estimando 3,70 milhões de toneladas, representando um aumento de 7,6% em relação à previsão anterior.

No Rio Grande do Sul, a oferta limitada resultou em uma liquidez baixa, com preços variando entre R$ 57,00 e R$ 65,00 por saca. Na média estadual, o preço subiu 0,24% na semana, atingindo R$ 59,02.

Em Santa Catarina, as negociações estão limitadas pela diferença de preços, onde compradores indicam valores em torno de R$ 55,00 e vendedores solicitam cerca de R$ 60,00.

No Paraná, a colheita da segunda safra avança devido ao clima seco, totalizando 29% da área colhida. Com 81% das lavouras em boas condições, a comercialização é pontual com preços próximos de R$ 60,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00 CIF.

Na região de Mato Grosso do Sul, os preços estão entre R$ 47,57 e R$ 50,00 por saca, promovendo um certo equilíbrio, com a indústria de bioenergia ajudando a absorver parte da oferta.

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