Crescimento impulsionado pela recuperação da produção e aumento da área cultivada

As exportações brasileiras de maçã experimentaram um crescimento impressionante de 220% no volume embarcado durante o primeiro semestre de 2026, conforme dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). Esse resultado reflete a recuperação da produção após safras anteriores afetadas por condições climáticas adversas e a ampliação da área cultivada.
Em uma entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, transmitido pelo Canal Rural, Moisés Albuquerque, diretor executivo da ABPM, atribuiu a recuperação da oferta como um fator determinante para o desempenho positivo. Nos últimos anos, a cadeia produtiva enfrentou dificuldades consideráveis devido a chuvas intensas, especialmente no segundo semestre de 2023 e em maio de 2024.
✨ A recuperação da produção e o aumento da área cultivada foram cruciais para o crescimento de 220% nas exportações.
Albuquerque enfatizou que, após dois anos de safras reduzidas, o setor está retornando à normalidade, mas agora com uma área cultivada 15% maior. Essas melhorias são resultado da adoção de tecnologia avançada nos sistemas de plantio e manejo, que beneficiam a produtividade e a qualidade das frutas.
Apesar do aumento significativo nas exportações, o executivo observou que os embarques poderiam ter sido ainda maiores se não fossem os impactos de conflitos internacionais. 'Poderia ter sido mais não fosse o conflito no Oriente Médio. Neste ano, apesar do aumento, poderíamos ter, no mínimo, dobrado esse volume', afirmou.
Embora as exportações tenham avançado, a maioria da produção brasileira de maçãs ainda é destinada ao mercado interno, com cerca de 90% da fruta sendo consumida dentro do Brasil. O primeiro semestre é considerado estratégico para as vendas externas, já que coincide com a entressafra do hemisfério norte, que domina aproximadamente 90% da produção global de maçãs.
Durante o segundo semestre, a ABPM foca no atendimento ao mercado interno, priorizando o consumidor nacional. As perspectivas para os próximos anos indicam um crescimento contínuo nas exportações, acompanhando a tendência de safras maiores, com a expectativa de que o Brasil chegue a embarcar até 100 mil toneladas anualmente.
"A tendência de safras grandes permanece para os próximos anos e, com ela, essa perspectiva de aumento também das exportações
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