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Agronegócio
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Pecuaristas do Sul devem se preparar para efeitos do El Niño

Pesquisadora destaca riscos climáticos para a pecuária no Rio Grande do Sul

Carlos Silva19 de junho de 2026 às 15:15
Pecuaristas do Sul devem se preparar para efeitos do El Niño

Pecuaristas da região sul do Brasil estão sendo alertados sobre os riscos associados ao fenômeno El Niño, que pode impactar significativamente a pecuária bovina no Rio Grande do Sul em 2026.

Desafios Climáticos para a Pecuária

A professora Soraya Tanure, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, afirma que a intensidade das chuvas e mudanças climáticas são variáveis críticas que necessitam de atenção dos produtores. Ventos fortes e precipitações excessivas podem causar enchentes e ainda levar à degradação das pastagens.

O solo molhado dificulta a movimentação dos animais, aumentando as perdas na produção.

Soraya enfatiza que o pisoteio em terrenos alagados compromete a estrutura do solo, resultando em erosão e compactação, o que prejudica a produção de forragens a longo prazo e, consequentemente, aumenta os custos operacionais.

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O estresse térmico afeta diretamente o ganho de peso do rebanho e a eficiência produtiva, especialmente em vacas leiteiras.

Perigo de doenças aumenta com clima favorável à proliferação de parasitas.

Estratégias de Prevenção

Para mitigar possíveis perdas, Soraya sugere que os produtores adotem medidas proativas. Essas estratégias devem ser incorporadas ao planejamento, levando em conta a crescente frequência de eventos climáticos extremos.

Medidas Recomendadas

1. Diversificação das fontes de alimento para o gado. 2. Uso de ferramentas de gestão para avaliar riscos e oportunidades. 3. Reserva antecipada de silagem e feno para períodos críticos.

Além disso, o manejo rotacionado do pasto é uma técnica acessível para a maioria dos produtores, ajudando a evitar o pisoteio excessivo em áreas sensíveis do solo.

Importância do Controle Sanitário

Soraya alerta que o controle de parasitas deve ser intensificado, já que ambientes úmidos favorecem a proliferação de pragas como a mosca-do-chifre e carrapatos. Manter vacinas em dia, como rinotraqueíte infecciosa e leptospirose, é fundamental para evitar doenças no rebanho.

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