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Agronegócio
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FAO mantém índice de preços de alimentos estável em maio de 2026

Levantamento mostra leve variação, com aumento nos preços dos cereais e açúcar

Tiago Abech05 de junho de 2026 às 11:40
FAO mantém índice de preços de alimentos estável em maio de 2026

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO se manteve praticamente inalterado em maio de 2026, registrando 130,8 pontos, uma ligeira queda de 0,2 ponto em relação ao mês anterior. O desempenho foi influenciado por aumentos nos preços de cereais e açúcar, que foram contrabalançados por quedas nos preços de óleos vegetais e laticínios.

Em comparação com maio do ano passado, o índice apresenta uma elevação de 2,9%. No que diz respeito ao índice de cereais, houve um aumento para 114,3 pontos, representando uma alta de 2,6% em relação a abril e de 4,9% comparado ao mesmo mês de 2025.

Os preços do trigo aumentaram pelo quarto mês consecutivo devido a expectativas de redução nas colheitas de grandes exportadores.

De acordo com a FAO, a demanda por milho aumentou, assim como a pressão sobre os preços devido à menor disponibilidade nos Estados Unidos e no Brasil. O preço do arroz também subiu 2,7% em maio, impulsionado por preocupações climáticas e pelo aumento do custo do petróleo em países asiáticos exportadores.

Por outro lado, o índice de óleos vegetais caiu para 185,0 pontos, uma diminuição de 4,6% em relação ao mês anterior, influenciada principalmente pelos óleos de palma e soja. A FAO destacou que a oferta de soja na América do Sul aumentou sazonalmente, embora a demanda nos Estados Unidos ainda mantenha os preços altos.

O índice de carnes ficou estável em 130,5 pontos, com um leve aumento de 0,1%, sustentado por uma demanda maior, especialmente da China e dos Estados Unidos. O açúcar registrou um aumento de 7,5% e atingiu 95,1 pontos, devido a uma oferta global mais restrita.

A análise interna da FAO sugere que o mercado internacional permanece vulnerável a fatores como oferta agrícola, custos energéticos e condições climáticas. Para o setor agropecuário, a orientação é de monitorar com atenção as cadeias que enfrentam desafios em custos e disponibilidade de produtos exportáveis.

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