Desaceleração do índice é reflexo da queda em preços alimentares

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve uma desaceleração, registrando 0,20% na segunda quadrissemana de julho, conforme indicado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse resultado é uma queda significativa em relação aos 0,31% observados na semana anterior.
Em um período de 12 meses, o IPC-S acumula uma variação de 4,14%. A desaceleração mais recente se deve ao desempenho moderado em seis dos oito grupos que formam o índice, com destaque para as categorias de Despesas Diversas e Habitação, cujas taxas passaram de 0,79% para 0,38% e de 0,44% para 0,36%, respectivamente.
Os números também demonstram uma redução nos custos de alimentos, com destaque para o grupo Alimentação, que passou de 0,01% para -0,33%. Os produtos que mais impactaram negativamente o IPC-S foram o tomate, cuja variação caiu de -1,89% para -10,14%, e a batata-inglesa, que passou de 0,41% para -6,51%.
✨ Os preços de itens como mamão papaya, café em pó e etanol também apresentaram redução significativa, contribuindo para a pressão de baixa no índice.
Apesar da queda geral, duas categorias se destacaram com aumento, sendo Comunicação, que subiu de 0,84% para 1,73%, e Educação, Leitura e Recreação, que passou de 0,58% para 0,69%.
Dentre os itens que exerceram maior pressão para cima, o combo de telefonia, internet e TV por assinatura teve um aumento notável, subindo de 2,33% para 4,63%. Além disso, o preço das passagens aéreas também foi impactado, aumentando de 5,21% para 7,62%.
A recente desaceleração do IPC-S é vista como um reflexo da queda das despesas com alimentos e apresenta uma possível tendência de alívio nos custos gerais de consumo.
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Jornalista especializado em Economia

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