Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Feijão tem preços em alta devido à escassez no Sul do Brasil

O mercado se valoriza em meio a incertezas climáticas e baixa oferta

Carlos Silva18 de maio de 2026 às 15:00
Feijão tem preços em alta devido à escassez no Sul do Brasil

O mercado de feijão no Brasil registrou uma valorização significativa em maio, como apontado pelo Indicador Cepea/CNA, divulgado nesta segunda-feira (18) em Brasília. Tanto o feijão carioca quanto o feijão preto apresentaram aumentos expressivos, impulsionados pela redução da oferta e incertezas relacionadas ao clima no Sul do país.

O feijão carioca viu uma alta anual superior a 70%, enquanto o preto teve um aumento de 32,3% até o dia 15 de maio.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os preços do feijão carioca alcançaram os níveis mais altos desde o início da série histórica em setembro de 2024. Para o feijão preto, o aumento nos preços é majoritariamente resultado da diminuição na produção nesta safra.

Valorização e Demanda Regional

Recentemente, a valorização dos preços foi observada em diversas praças do país, especialmente no Paraná, onde a colheita está em curso. No entanto, muitos grãos colhidos apresentam alta umidade, que exige um processo de secagem antes da comercialização, reduzindo a quantidade disponível de feijão em boas condições.

Entre os dias 8 e 15 de maio, os preços do feijão preto nas praças de Curitiba e da Metade Sul do Paraná aumentaram 14,08% e 14,29%, respectivamente, enquanto em Itapeva (SP), o aumento foi de 8%. A demanda por novos lotes aliados à firmeza dos produtores está sustentando o mercado, especialmente em decorrência de possíveis perdas nas lavouras tardias devido a geadas recentes.

Para o feijão carioca nas notas 8 e 8,5, as altas mais expressivas ocorreram no Paraná, com avanço de 12% na Metade Sul e 10,71% em Curitiba. Já o feijão carioca peneira 12, ou notas superiores a 9, enfrenta uma escassez que mantém os preços em patamares recordes.

Na região Noroeste de Minas Gerais, os preços subiram 8,29%, refletindo a redução no volume de grãos armazenados disponíveis para venda. O cenário permanece dependente da evolução da oferta e das consequências das geadas sobre as lavouras do Sul, com os impactos ainda sendo analisados, o que limita previsões para o curto prazo, mas mantém o mercado atento à disponibilidade e qualidade dos lotes.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio