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Agronegócio
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Fertilizantes continuam caros e apresentam alta real até 2026

A comparação de preços mostra aumento significativo mesmo com inflação.

Gabriel Rodrigues04 de julho de 2026 às 01:00
Fertilizantes continuam caros e apresentam alta real até 2026

Os fertilizantes mostraram um aumento significativo em seus preços até 2026, revelando uma alta real que vai além da simples correção pela inflação. Em particular, a ureia, um dos insumos mais utilizados, atingiu uma média de US$ 693,5 por tonelada, comparado aos US$ 199,3 em 2016.

Analisando os dados do Banco Mundial, percebe-se uma elevação de 248% nos preços nominais da ureia. Mesmo após corrigir esse valor pela inflação dos Estados Unidos, que acumulou cerca de 39,6% no período, a ureia permanece 149,2% mais cara do que se poderia prever.

A ureia subiu 149,2% em termos reais, impactando a economia agrícola.

Outros fertilizantes também apresentaram altas expressivas: a DAP subiu 57,5% em termos reais e o TSP 73,2%. O índice geral de preços de fertilizantes avançou 79% acima da inflação. O Cloreto de potássio, por sua vez, teve um aumento menor, de 17,5%, mas ainda assim acima do índice inflacionário.

Os resultados são cruciais para os agricultores brasileiros, visto que fertilizantes são uma parte significativa dos custos de cultivo em diversas culturas, como soja, milho e café. O aumento no preço exige que os produtores façam ajustes, seja aumentando a produtividade, melhorando os preços de venda ou reduzindo margens de lucro.

Contexto

A comparação de preços de fertilizantes não leva em conta apenas inflação, mas mudanças metodológicas nas séries do Banco Mundial ao longo dos anos. Portanto, apesar de retratar uma tendência internacional, não é uma representação fiel dos custos finais enfrentados pelos produtores no Brasil.

Embora o Banco Mundial tenha registrado uma queda de 21,8% no índice de fertilizantes em junho de 2026, o valor ainda se manteve bem acima da média de 2016. Isso indica que, apesar de um alívio no curto prazo, as pressões nos preços continuam a ser uma preocupação significativa para o setor agrícola.

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