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Agronegócio
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Fungos ameaçam safra de milho em clima quente e úmido

Os produtores precisam intensificar o monitoramento devido ao avanço da ferrugem polissora.

Giovani Ferreira29 de junho de 2026 às 12:40
Fungos ameaçam safra de milho em clima quente e úmido

A ferrugem polissora é uma doença fúngica, provocada por Puccinia polysora, e se destaca como uma das principais ameaças à cultura do milho em áreas brasileiras com clima quente e úmido. A combinação de chuvas durante o verão, temperaturas elevadas e uma área plantada extensa prevista entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 requer que os produtores estejam em alerta máximo, especialmente em talhões com histórico da doença ou que utilizam variedades suscetíveis.

Entenda a Ferrugem Polissora

O fungo Puccinia polysora infecta predominantemente as folhas do milho, provocando a formação de pústulas que liberam esporos pelo vento, afetando áreas amplas. Seu ciclo de vida é muito rápido, pois o esporo germina na presença de umidade, invadindo os tecidos da planta e formando novas pústulas continuamente ao longo da safra.

A presença constante de milho em sistemas de cultivo intensivo contribui para uma pressão extrema da doença.

Fatores de Risco e Manejo

O clima é um fator determinante, mas as práticas de manejo também desempenham um papel crucial na disseminação da doença. A escolha de cultivares com baixa resistência genética é um ponto crítico, pois híbridos suscetíveis apresentam sintomas mais precoces e severos em ambientes com alta pressão de inóculo. Além disso, densidades de semeadura acima do recomendado criam um microclima favorável ao fungo, o que aumenta o risco de infecção.

Expectativas para a Próxima Safra

Para aqueles que já enfrentaram altas severidades da ferrugem polissora em safras passadas, a expectativa é de que haja um aumento do inóculo residual e um microclima que favorece a doença. Desta forma, áreas com alta concentração de milho e sobreposição de períodos de semeadura aumentam a pressão regional sobre a lavoura.

Monitoramento e Controle

Um monitoramento rigoroso é essencial, especialmente em talhões suscetíveis, e deve ser feito desde estádios vegetativos intermediários. Medidas de controle químico devem ser tomadas apenas após avaliar o nível de infecção, o estágio de desenvolvimento do milho e as previsões climáticas, sempre com orientação agronômica.

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