Fungos ameaçam safra de milho em clima quente e úmido
Os produtores precisam intensificar o monitoramento devido ao avanço da ferrugem polissora.

A ferrugem polissora é uma doença fúngica, provocada por Puccinia polysora, e se destaca como uma das principais ameaças à cultura do milho em áreas brasileiras com clima quente e úmido. A combinação de chuvas durante o verão, temperaturas elevadas e uma área plantada extensa prevista entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 requer que os produtores estejam em alerta máximo, especialmente em talhões com histórico da doença ou que utilizam variedades suscetíveis.
Entenda a Ferrugem Polissora
O fungo Puccinia polysora infecta predominantemente as folhas do milho, provocando a formação de pústulas que liberam esporos pelo vento, afetando áreas amplas. Seu ciclo de vida é muito rápido, pois o esporo germina na presença de umidade, invadindo os tecidos da planta e formando novas pústulas continuamente ao longo da safra.
✨ A presença constante de milho em sistemas de cultivo intensivo contribui para uma pressão extrema da doença.
Fatores de Risco e Manejo
O clima é um fator determinante, mas as práticas de manejo também desempenham um papel crucial na disseminação da doença. A escolha de cultivares com baixa resistência genética é um ponto crítico, pois híbridos suscetíveis apresentam sintomas mais precoces e severos em ambientes com alta pressão de inóculo. Além disso, densidades de semeadura acima do recomendado criam um microclima favorável ao fungo, o que aumenta o risco de infecção.
Expectativas para a Próxima Safra
Para aqueles que já enfrentaram altas severidades da ferrugem polissora em safras passadas, a expectativa é de que haja um aumento do inóculo residual e um microclima que favorece a doença. Desta forma, áreas com alta concentração de milho e sobreposição de períodos de semeadura aumentam a pressão regional sobre a lavoura.
Monitoramento e Controle
Um monitoramento rigoroso é essencial, especialmente em talhões suscetíveis, e deve ser feito desde estádios vegetativos intermediários. Medidas de controle químico devem ser tomadas apenas após avaliar o nível de infecção, o estágio de desenvolvimento do milho e as previsões climáticas, sempre com orientação agronômica.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Produção de grãos em SP cresce com novo recorde nacional esperado
Safra em São Paulo deve alcançar 11,9 milhões de toneladas em 2025/26.

Preços em queda no mercado de soja no Brasil
Complexo de soja terá participação de 15,5% nas exportações brasileiras

Conab eleva previsão de safra de grãos apesar das perdas no Rio Grande do Sul
Levantamento de dados realizado antes das chuvas devastadoras no Estado no final de abril.

Gigante do setor agrícola planeja lançar 6 novos ingredientes ativos
Necessidades e demandas singulares do agronegócio brasileiro





