Governo propõe fundo garantidor para o próximo Plano Safra
Iniciativa visa facilitar acesso ao crédito rural em meio a crises

O governo federal considera de modo favorável a implementação de um fundo garantidor no próximo Plano Safra, conforme destacou o vice-presidente Geraldo Alckmin durante o 4º Congresso da Abramilho em Brasília.
A proposta, que ainda está em discussão, sugere a criação de um fundo financiado com recursos públicos que funcionaria como uma garantia parcial para operações de crédito rural. Alckmin explicou que "a ideia é disponibilizar um fundo com até 10% do total, que, se não utilizado, retornaria ao Tesouro Nacional, mas que possibilitaria um aumento significativo no crédito disponível".
✨ Os problemas enfrentados pelos produtores vão além dos custos do crédito, pois muitos deles têm dificuldades em acessar financiamentos devido a restrições cadastrais ou situação financeira desfavorável.
Ele lembrou que, atualmente, o crédito possui juros aceitáveis, mas a verdadeira barreira é o acesso a esse financiamento. O vice-presidente ainda elogiou o modelo de fundo garantidor implementado no Rio Grande do Sul durante a recente crise climática, apontando que ele pode servir como exemplo em nível nacional.
Discussões sobre o futuro do crédito rural
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, confirmou que as discussões em torno do fundo garantidor, além de renegociação de dívidas e seguros rurais, são partes integrantes das tratativas do novo Plano Safra. Segundo ele, o objetivo é criar um programa que não apenas amplie o crédito, mas que também ofereça condições financeiras acessíveis aos produtores.
"Estamos empenhados em formular um Plano Safra consistente, que leve em consideração tanto os juros quanto as dívidas dos agricultores"
O ministro demonstrou otimismo em relação ao fundo garantidor, afirmando que "é em momentos de crise que as soluções começam a aparecer". Ele mencionou que algumas medidas poderão ser incorporadas ao próximo Plano Safra, enquanto outras continuarão sendo debatidas nos próximos anos.
Impactos das crises no agro
A senadora Teresa Cristina destacou que o setor agropecuário enfrenta uma "tempestade perfeita" devido a múltiplas crises, incluindo crises geopolíticas, alta nos custos e baixa rentabilidade. Ela observou que as repercussões da guerra entre Rússia e Ucrânia e de novas tensões no Oriente Médio estão impactando a logística e o custo de insumos essenciais.
A senadora também apontou que as negociações sobre a renegociação de dívidas agora envolvem cifras muito superiores às previstas anteriormente, com um passivo potencial ultrapassando R$ 170 bilhões, incluindo dívidas não bancárias. "Resolver essa situação pode proporcionar mais estabilidade tanto para o governo quanto para os bancos, evitando que essa questão retorne a cada ano", comentou.
Cristina ainda mencionou um projeto de lei que foi aprovado pela Câmara há dois anos, inicialmente voltado para o Rio Grande do Sul, mas que agora possui um escopo mais abrangente devido ao agravamento climático e financeiro enfrentado pelos produtores.
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