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Agronegócio
2 min de leitura

Imaflora lança certificação para carne bovina na China

Iniciativa visa monitorar impacto socioambiental do setor.

Ricardo Alves05 de junho de 2026 às 14:55
Imaflora lança certificação para carne bovina na China

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) iniciou um projeto piloto na China para certificar a carne bovina brasileira, visando garantir a conformidade socioambiental e o monitoramento da produção.

A formalização do projeto, chamado Beef on Track (BoT), ocorreu em Tianjin na quarta-feira (3), com a assinatura de um contrato de interesse com a Tianjin Meat Association (TMA).

O BoT tem como objetivo certificar carne bovina livre de desmatamento, assegurando critérios socioambientais e rastreabilidade.

Parcerias e negociações

Além da TMA, o Imaflora também está em conversações com o Chinese Quality Mark Certification Group (CQM), que realizará a auditoria dos produtos que buscam a certificação. A TMA representa diversas empresas da infraestrutura de carne na China, e já conta com a adesão de outras oito empresas do setor.

Essas parcerias são fundamentais para estruturar a comercialização da carne certificada no mercado chinês.

Impacto no mercado

De acordo com o Beef Report 2026 da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a China é responsável por mais de 47% das importações de carne bovina do Brasil. A introdução de um protocolo de certificação pode aumentar a valorização do produto nesse mercado estratégico para frigoríficos e pecuaristas.

O Imaflora revelou que a TMA demonstrou interesse em adquirir até 50 mil toneladas de carne certificada em 2026 e estuda a possibilidade de oferecer um prêmio de até 10% para os produtos que atenderem os padrões mais rigorosos da certificação.

Atualmente, cerca de 2,1 milhões de toneladas de carne bovina no Brasil cumprem os requisitos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) referente à Amazônia Legal.

A previsão é que a certificação também estimule a regularização socioambiental e amplie a oferta de carne certificada disponível.

No entanto, o sucesso do projeto dependerá da adesão dos compradores, da realização da auditoria da cadeia de custódia e da implementação efetiva do selo no mercado chinês.

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