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Agronegócio
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Índice de Ruptura do Agronegócio cai, mas preços continuam a subir

Neogrid aponta melhora no abastecimento, mas fatores impactam commodities

Carlos Silva26 de maio de 2026 às 11:20
Índice de Ruptura do Agronegócio cai, mas preços continuam a subir

O Índice de Ruptura da Neogrid, que avalia a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, testemunhou uma leve redução de 0,2 pontos percentuais em abril, alcançando 11,5%. Essa diminuição sugere uma melhora no fornecimento de produtos essenciais, mas os itens ligados ao agronegócio ainda sofrem com pressões externas.

O leite UHT foi o que mais sentiu essa pressão, com uma elevação na ruptura, passando de 19,1% para 20,7%. Esse aumento reflete uma série de fatores, como a diminuição da oferta de leite cru, os efeitos das condições climáticas sazonalmente desfavoráveis e o aumento dos custos com ração animal e transporte.

Os preços do leite também aumentaram, com variações significativas em todas as versões.

Os preços ao consumidor variaram substancialmente: o leite integral subiu de R$ 5,45 para R$ 6,08, enquanto o semidesnatado foi de R$ 5,46 para R$ 6,16. O desnatado e o sem lactose também registraram altas, passando de R$ 5,36 para R$ 6,06 e de R$ 6,83 para R$ 7,47, respectivamente.

Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid, ressalta que a situação de ruptura é prejudicial para todos os envolvidos, com consumidores podendo migrar para outros varejistas se não encontrarem os produtos desejados. Por isso, o setor tem investido em estratégias de abastecimento mais eficientes, baseadas em dados.

Impacto no IPCA

O leite longa vida foi um dos principais contribuidores para a alta do IPCA-15 em abril, apresentando um aumento de 16,33% no período.

Em contrapartida, outras categorias como feijão e arroz observaram melhorias no abastecimento. Após meses difíceis, o feijão viu sua ruptura cair de 10,8% para 9,4%, enquanto o arroz teve um pequeno recuo de 11,7% para 11,1%. Essa mudança é atribuída a uma recomposição da oferta, impulsionada pelo aumento das colheitas e melhor logística.

No entanto, os preços das commodities alimentares permanecem elevados. O feijão teve aumentos em suas versões, com o carioca passando de R$ 7,96 para R$ 8,37 e o preto de R$ 6,39 para R$ 6,62. O arroz e o açúcar também apresentaram reajustes em alguns dos itens analisados.

Mesmo com uma queda no índice de ruptura, os preços dos ovos permanecem altos e prejudicados por custos de produção elevados.

Os ovos, apesar de um ligeiro recuo na ruptura, mantêm uma taxa alta de 25,5%, significando que as proteínas básicas continuam vulneráveis às flutuações de custos. A caixa com 12 unidades caiu de R$ 12,07 para R$ 11,98, enquanto outras embalagens tiveram variações em seus preços.

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