Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Indústria de soja no Brasil teme custos altos com lei da UE

Diretor da Abiove alerta sobre os impactos da nova legislação

Gabriel Azevedo06 de maio de 2026 às 13:40
Indústria de soja no Brasil teme custos altos com lei da UE

Empresas de soja brasileiras têm se empenhado para se adaptar à nova lei antidesmatamento da União Europeia, que será implementada no final do ano. No entanto, a exigência de segregação do farelo de soja representa um aumento significativo nos custos e, consequentemente, no preço do produto.

Daniel Furlan, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), expressou essa preocupação em um evento realizado em São Paulo. Ele destacou que a Europa, um dos grandes compradores de farelo de soja brasileiro, deverá enfrentar um aumento nos custos de alimentos e biocombustíveis devido a essas novas normas.

A lei da UE pode tornar alimentos e biocombustíveis mais caros.

Furlan argumentou que essa exigência vai de encontro à eficiência logística já existente na cadeia de fornecimento, que já possui a documentação necessária para atender às questões ambientais. Ele afirmou que a implementação dessas novas regras criará um processo desnecessariamente complexo.

"

Não faz sentido ver o continente europeu encarecendo alimentos e biocombustíveis quando depende de importações

Daniel Furlan

Contexto

A nova legislação da União Europeia é parte de um esforço maior para combater o desmatamento global e requer que produtos como a soja sejam demonstrados como livres de desmatamento em sua cadeia de produção.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio