Soja tem alta nas cotações internacionais e desafios locais
Recuperação nos preços revela contrastes na produção brasileira

O mercado de soja vive um momento de recuperação nas cotações internacionais, refletindo situações distintas nas principais regiões produtoras do Brasil. A análise realizada pela TF Agroeconômica revela que o aumento nos preços de Chicago é impulsionado por fundamentos de demanda e restrições logísticas.
Nos Estados Unidos, os contratos na Bolsa de Chicago mostraram uma recuperação após dois dias de quedas, impulsionados pelo recorde de esmagamento para o mês de março. O mercado de óleo de soja também contribuiu para essa alta, devido a estoques abaixo do esperado e uma demanda sólida por biodiesel.
✨ Os desafios nas regiões produtoras do Brasil incluem produtividade desigual e aumento de custos com diesel.
No cenário internacional, a expectativa de reaproximação comercial entre Estados Unidos e China e a normalização de rotas estratégicas aumentaram as perspectivas de exportação. Por outro lado, na Argentina, uma greve de caminhoneiros limitou a oferta de farelo e acabou sustentando os preços dos produtos.
No Brasil, o Rio Grande do Sul enfrenta sérios desafios na safra, com atraso na colheita e aumento nos custos devido ao preço do diesel. Esse cenário não apenas encarece a produção, mas também eleva o risco financeiro para os produtores. Embora a produtividade média esteja em níveis aceitáveis, perdas significativas foram registradas nas áreas mais afetadas pela estiagem, enquanto questões fitossanitárias pressionam ainda mais as margens.
Em Santa Catarina, apesar do início da colheita, a demanda da agroindústria de proteína animal ajuda a manter os preços robustos. No Paraná, o fim da colheita foi marcado por um bom desempenho produtivo, mas há indícios de pressão sobre as cotações.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta elevada produtividade e um crescimento na industrialização voltada para o biodiesel. Em contrapartida, Mato Grosso se depara com uma queda nos preços, impulsionada pela oferta recorde e problemas de armazenamento, levando os produtores a buscar alternativas para estocar seus produtos.
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