Autorização amplia oportunidades para a cadeia do milho e etanol

A recente autorização do Brasil para exportar grãos secos de destilaria (DDG/DDGS) ao Chile promete fortalecer a cadeia de milho e etanol no país. Essa liberação, fruto de negociações sanitárias e comerciais, abrirá novas oportunidades para o setor de coprodutos.
O DDG, um subproduto da produção de etanol de milho, é altamente valorizado na ração animal, especialmente para aves, suínos e bovinos, devido ao seu rico conteúdo de proteína e energia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) acredita que essa nova abertura de mercado será benéfica para a indústria brasileira.
✨ Em 2025, o Chile importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, abrangendo carnes, produtos florestais e itens da soja.
A introdução do DDG na lista de exportações brasileiras pode diversificar ainda mais o comércio com o Chile, que já é um parceiro importante para o agronegócio nacional. Nos últimos anos, o Brasil tem ampliado a presença do DDG no exterior, em grande parte devido ao crescimento das usinas de etanol no Centro-Oeste.
Além do Chile, países na Ásia e nas Américas, como Vietnã, Tailândia e Indonésia, também demandam esses insumos para ração animal. O aumento da produção de etanol de milho no Brasil permite uma oferta maior de DDG, solidificando sua posição no mercado global.
A movimentação de 62,2 mil toneladas via Porto de Imbituba em fevereiro ressaltou o crescente interesse internacional pelo produto brasileiro. A Scot Consultoria observa que o aumento das exportações poderá aliviar a oferta interna e proporcionar maior liquidez ao mercado.
A demanda chinesa também destaca o papel do DDG/DDGS como uma alternativa viável na nutrição animal global, tornando-se essencial em um cenário onde a eficiência nas dietas é imprescindível.
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