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Agronegócio
2 min de leitura

Leite A2 cresce no Brasil como alternativa saudável

Melhor digestibilidade e certificação atraem consumidores

Camila Souza Ramos22 de abril de 2026 às 08:40
Leite A2 cresce no Brasil como alternativa saudável

A produção de leite A2 está ganhando popularidade no Brasil, especialmente pela sua fácil digestão em comparação ao leite convencional, atraindo cada vez mais o interesse dos consumidores.

Grandes empresas do setor, como Piracanjuba, Xandô e Italac, estão expandindo suas linhas de produtos para incluir essa categoria, que, apesar de representar menos de 1% da produção nacional, apresenta um potencial significativo de crescimento.

O que é o leite A2?

O leite A2 é extraído de vacas com a genética A2A2, que produzem uma variante de beta-caseína, conhecida como A2. Segundo Débora Ribeiro Gomide, especialista em bovinocultura de leite da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), essa proteína não libera o peptídeo beta-casomorfina-7 (BCM-7) durante a digestão, que pode causar desconfortos em pessoas sensíveis.

Vacas das raças zebuínas, como nelore e gir, apresentam maior frequência de genes A2.

O leite A2 requer um rigoroso processo de certificação e rastreabilidade para garantir a pureza do produto, diferentemente do leite A1, que é produzido por vacas A1A1 ou A1A2.

Crescimento acelerado no mercado

A Fazenda Colorado, localizada em Araras-SP, é a líder na produção de leite A2 no Brasil, com sete variedades de produtos, incluindo leites e queijos. Eduardo Jakus, diretor da marca Xandô, revela que 65% de suas vendas já são provenientes de itens feitos com leite A2, destacando o crescimento acelerado desta linha de produtos, que supera a média do mercado.

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"O crescimento da categoria de leite fresco foi de 11% este ano, enquanto o mercado total subiu apenas 2%", diz Jakus.

O Grupo Piracanjuba também está colhendo sucessos neste segmento, com um crescimento anual de dois dígitos em suas vendas de leite A2. Eles produzem diversas versões do leite A2, que é processado separadamente em suas instalações em Goiás e São Paulo.

Expectativas futuras

Outras empresas, como o Laticínio Muai, estão ampliando sua atuação no mercado A2, prevendo um aumento de 25% na produção neste ano. Rodrigo Nilo, diretor executivo da marca, destaca que o leite A2 é um mercado emergente que está se solidificando, com uma capacidade de produção de até 55 mil litros por dia.

Contexto do leite A2

O leite A2 é visto por muitos consumidores como uma alternativa saudável, e sua produção certificada garante maior transparência e controle de qualidade, o que tem atraído cada vez mais adeptos.

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