Lucratividade do confinamento bovino supera R$ 1 mil em junho
Regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam resultados positivos apesar da queda na arroba

A rentabilidade do confinamento bovino estabeleceu-se acima de R$ 1 mil por cabeça nas regiões Centro-Oeste e Sudeste em junho de 2026, conforme os dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (Icap) divulgados pela Ponta Agro. Essa performance positiva foi impulsionada pela diminuição dos custos de produção, além de ganhos em eficiência nas propriedades.
No Centro-Oeste, o lucro médio por cabeça foi de R$ 1.053,25, refletindo um crescimento de 1,56% em relação ao mês anterior. Por outro lado, no Sudeste, a margem registrada foi de R$ 1.007,41, apresentando uma queda de 10,36%.
Durante esse periodo, os preços da arroba do boi gordo recuaram 5,69% na região Centro-Oeste e 3,35% no Sudeste. O Centro-Oeste se destacou na lucratividade, graças à redução de 9,93% no custo da arroba produzida e ao menor tempo em que os animais permanecem em confinamento.
✨ No mercado para a China, os lucros no Centro-Oeste foram de R$ 1.118,53 por cabeça, superando os R$ 1.072,18 registrados no Sudeste.
A Ponta Agro comentou que a lucratividade do confinamento não depende mais exclusivamente da valorização da arroba, mas é reforçada pela eficiência produtiva, diminuindo o impacto do custo de alimentação no total da produção. Esse cenário acompanha a significativa redução estrutural dos custos alimentares observada nos dois últimos anos.
Analisando o custo de alimentação, o boletim revelou que em junho de 2024, uma arroba de boi gordo exigia 14,47 dias de alimentação no Centro-Oeste e 18,89 dias no Sudeste. Atualmente, esses números aumentaram para 25,06 dias e 28,12 dias, respectivamente.
O índice de custo alimentar para o Centro-Oeste foi de R$ 12,91 por cabeça ao dia, aumento de 0,62% em relação a maio. Em contrapartida, a região Sudeste apresentou uma diminuição para R$ 11,79, o menor valor de 2026, refletindo uma queda de 2,23%.
Custo Total da Dieta
No Centro-Oeste, o custo total da dieta de terminação encerrou junho 4,16% abaixo da média do trimestre, com quedas significativas em volumosos e energéticos. Já no Sudeste, a dieta ficou 1,08% abaixo da média do trimestre, influenciada pela queda nos insumos proteicos.
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