Mapa discute financiamento de agricultura sustentável no Rio de Janeiro
Fórum aborda segurança alimentar e adaptação climática

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza no Rio de Janeiro, onde foram discutidos os desafios da agricultura regenerativa e segurança alimentar.
Destaques do Evento
Durante o evento, que integrou a Rio Nature & Climate Week, autoridades do governo e do setor privado debateram estratégias para aumentar o financiamento destinado à restauração de áreas degradadas. Um dos principais anúncios foi a previsão de um novo leilão do Eco Invest Brasil, que contará com US$ 500 milhões, fornecidos pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).
Pedro Cunto, assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, participou de um painel focado em segurança alimentar e adaptação climática. Ele enfatizou que a iniciativa priorizará o suporte a pequenos e médios produtores, contando com o apoio de empresas-âncora e serviços de assistência técnica para reduzir custos.
✨ Atração de capital estrangeiro ainda apresenta desafios no Brasil, segundo Cunto.
Cunto também apontou que o aumento do fluxo de recursos internacionais está condicionado a pautas de garantia e mitigação de riscos que ofereçam menor custo. Em um segundo momento, Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroícone, abordou a importância da fertilidade do solo na agricultura regenerativa, mencionando que áreas degradadas limitam a capacidade produtiva e necessitam de maior financiamento para recuperação.
Sobre o Programa Caminho Verde Brasil
O Programa, sob supervisão do Mapa, tem como objetivo restaurar 40 milhões de hectares de terras degradadas em dez anos, direcionando-as para sistemas produtivos sustentáveis. Contudo, o ministério não forneceu detalhes sobre cronograma, critérios de seleção para beneficiários ou datas do leilão.
O encontro sublinhou que a restauração produtiva, o acesso ao crédito e a mitigação de riscos financeiros permanecem entre os pontos cruciais na agenda agroambiental. A efetivação das medidas ainda aguardará a regulamentação de instrumentos financeiros e a definição de mecanismos de acesso para os produtores.
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