Mato Grosso do Sul se destaca como nova fronteira citrícola
Atraídos pelo greening, produtores migram e investem em citricultura.

Mato Grosso do Sul está emergindo como um importante polo na citricultura brasileira, impulsionado pela migração de produtores alvo do greening, uma doença bacteriana devastadora, conforme aponta Dirceu Mattos Jr., diretor do Centro de Citricultura do Instituto Agronômico de Campinas.
O impacto do greening na citricultura paulista
A incidência do greening tem levado muitos agricultores do cinturão citrícola tradicional de São Paulo a buscar novas áreas para cultivo, especialmente no Centro-Oeste, onde o Mato Grosso do Sul se destaca. A região já conta com 34,6 mil hectares dedicados à citricultura, um aumento significativo dos 2,5 mil hectares registrados em 2022.
Crescimento das áreas cultivadas
Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 26 mil hectares plantados e 8,6 mil hectares em implementação, tornando-se um novo elo na cadeia de produção de citros.
O clima favorável do estado, com suas altas temperaturas e incidência reduzida de frio, contribui para limitar a propagação do greening, de acordo com análises de especialistas, como Silvio Lopes do Fundecitrus. Além disso, as plantações de eucalipto na região também atuam como barreiras naturais contra a doença.
✨ Mato Grosso do Sul se consolidou como a 'nova fronteira citrícola brasileira'.
Na 51ª Expocitros, a presença do governo sul-matogrossense se destacou, com estandes promovendo as condições favoráveis para o cultivo de laranjas. Conforme Rogério Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, os investimentos no estado refletem um futuro promissor e sustentável para a citricultura.
"Precisamos de mudas sadias. Plantas doentes têm que ser eliminadas o mais rápido possível, o dever de casa precisa ser feito para a doença não explodir, como aconteceu em São Paulo
O Fundecitrus revela que a taxa de incidência de greening no cinturão tradicional é alarmante, atingindo 47,63% e com um crescimento contínuo nos últimos anos. Apesar desse cenário, o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, garantiu que medidas estão sendo adotadas para contrabalançar a situação e incentivar os produtores a permanecerem no estado.
Futuro da citricultura
Embora o Mato Grosso do Sul esteja experimentando uma expansão significativa na citricultura, especialistas afirmam que o cinturão citrícola tradicional ainda manterá sua relevância. As novas áreas em Mato Grosso do Sul complementarão os arranjos produtivos existentes, criando um cenário diversificado para o setor.
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