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Agronegócio
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Minas Gerais Lança Cinturão Antigreening para Proteger Citricultura

Iniciativa visa salvaguardar área produtiva contra a doença devastadora dos citros.

João Pereira31 de março de 2026 às 15:35
Minas Gerais Lança Cinturão Antigreening para Proteger Citricultura

Minas Gerais tomou uma iniciativa significativa no combate ao greening, a principal ameaça à citricultura global. Produtores das regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e noroeste do estado estão implementando o projeto Cinturão Antigreening, coordenado pelo Sistema Faemg Senar em colaboração com sindicatos rurais.

Ações para Preservar a Produção

Com o intuito de proteger mais de 150 mil km², abrangendo o eixo citrícola do estado, a proposta visa evitar a propagação do greening. O Triângulo Mineiro, que representa aproximadamente 50% da produção estadual, será o foco dessas ações, que incluem a eliminação de plantas que servem de abrigo para o inseto transmissor e monitoramento constante das lavouras.

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Esse cinturão vai proteger uma grande área produtiva e trazer mais segurança para os investimentos

Osny Zago, presidente do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Legislações locais já são adotadas para coibir plantios que promovem o psilídeo.

Contexto Legal

Cidades como Araxá, Sacramento e Ibiá já aprovaram leis proibindo o cultivo de murta, uma planta que favorece a proliferação do psilídeo, com o objetivo de estender essas medidas para outros municípios.

Minas Gerais ocupa atualmente o segundo lugar no Brasil em produção de laranja, limão e tangerina, conforme dados do IBGE. A área destinada a esses cultivos aumentou cerca de 6% nos últimos cinco anos, o que acentua a necessidade de medidas de proteção sanitária.

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Acredito que a iniciativa é crucial para difundir conhecimento e evitar que enfrentemos os mesmos problemas que outras regiões

Franco Cruz Carvalho, produtor rural em Ibiá.

Com a esperança de obter até 1.200 caixas por hectare no próximo ciclo, os produtores permanecem resilientes, mesmo diante da ameaça do greening, também conhecido como huanglongbing (HLB), que é transmitido pelo psilídeo e não possui cura para plantas afetadas.

Em 2025, a incidência da doença cresceu 7,4% em áreas incluindo São Paulo e parte de Minas, mas o Triângulo Mineiro ainda apresenta índices relativamente baixos.

A gravidade do greening também é evidente em outras partes do mundo, com a Flórida enfrentando perdas estimadas em US$ 1 bilhão por ano. Para o Brasil, onde três em cada quatro copos de suco de laranja do mundo são produzidos, a questão sanitária é vital.

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O desafio sanitário é enorme, e o cinturão Antigreening é uma medida antecipatória para resguardar não apenas a produção, mas toda a cadeia econômica da citricultura

Mariana Marotta, analista do Sistema Faemg Senar.

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