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agricultura
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Queda na citricultura da Flórida alerta São Paulo para greening

Impacto do greening reduz produção de laranjas nos EUA.

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 18:45
Queda na citricultura da Flórida alerta São Paulo para greening

A indústria citrícola da Flórida, um dos principais exemplos no setor durante décadas, está enfrentando um colapso alarmante na produção de laranjas. Para a safra 2025/26, as projeções indicam uma produção de apenas 12,9 milhões de caixas, uma queda de incríveis 95% em relação à safra 2003/04, que alcançou 242 milhões de caixas.

A principal responsável por essa drástica diminuição é a doença greening, que atualmente não possui cura e tem tirado muitos produtores do mercado. A situação é ainda mais complicada por eventos climáticos extremos que afetaram os pomares, transformando a Flórida de um líder global em citricultura em um importador de suco.

O alerta da Flórida tem implicações diretas para São Paulo, um dos maiores produtores de citros do Brasil.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, enfatiza a importância de proteger os pomares paulistas. Na safra atual, o cinturão citrícola paulista e do Triângulo/Sudoeste Mineiro produziu 292,94 milhões de caixas, representando cerca de 76% da produção total do Brasil.

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O Brasil responde por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja, com São Paulo no centro dessa cadeia. Proteger os pomares é defender uma liderança construída com pesquisa e organização produtiva.

Geraldo Melo Filho

Para enfrentar o greening, o governo paulista criou em novembro de 2023 o Comitê Estadual de Combate ao Greening, que envolve cinco secretarias e várias instituições de pesquisa e do setor produtivo.

Investimentos e Iniciativas

O Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista liberou R$ 6,9 milhões para renovação de pomares na safra 2024/25, enquanto o CPA Citros investe R$ 90 milhões em novas soluções de manejo, com suporte de universidades e entidades do setor.

Com relação à fiscalização, foram retiradas mais de 60 mil mudas em 2025, e novas equipes foram alocadas para inspecionar pomares, tendo em vista a proteção contra a disseminação da doença.

Em maio de 2026, o cadastro obrigatório de propriedades cítricas foi implementado, estabelecendo um monitoramento intensivo das plantas.

Com essa estrutura de medidas em andamento, houve uma desaceleração no crescimento da incidência do greening prevista: de 55,9% entre 2022 e 2023, caiu para 16,5% entre 2023 e 2024, e 7,4% entre 2024 e 2025.

Melo Filho alerta que a proteção da citricultura é vital para preservar empregos e garantir a capacidade do Brasil de suprir o mercado global. Sua conclusão é clara: a experiência da Flórida evidencia os riscos de uma reação tardia para combater esses desafios.

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