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Agronegócio
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Mato Grosso lidera exportação de carne bovina com recorde em 2026

Estado atinge os maiores números de exportação da história no setor.

Tiago Abech19 de abril de 2026 às 19:05
Mato Grosso lidera exportação de carne bovina com recorde em 2026

O Estado de Mato Grosso alcançou um marco histórico em suas exportações de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, reafirmando sua posição como líder nacional no setor.

Com um total de 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o Estado registrou o maior volume já contabilizado em um primeiro trimestre, conforme dados do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Esse número representa 26,72% da carne bovina exportada pelo Brasil nesse período.

Exportações mato-grossenses cresceram 53,39% em comparação anual, com receita chegando a US$ 1,11 bilhão.

O impulso nas exportações foi substancial, com um crescimento de 53,39% comparado ao ano passado. A receita totalizou US$ 1,11 bilhão, um aumento de 74,71%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelo aumento no preço médio da carne exportada, que atingiu US$ 4,54 mil por tonelada.

China e EUA como principais destinos

A China se destacou como o principal destino das exportações de carne do Mato Grosso, respondendo por 50,82% dos embarques, totalizando 127,97 mil TEC. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 9,14% das importações, equivalendo a 23,03 mil TEC, e mostrando um crescimento significativo, absorvendo 57,38% do volume total exportado ao longo de 2025 apenas nos três primeiros meses de 2026.

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O crescimento reflete a confiança dos compradores internacionais na qualidade do produto

Bruno de Jesus Andrade, Imac

Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, destacou que este resultado é fruto de uma combinação de fatores estruturais do setor. Segundo ele, Mato Grosso tem avançado na abertura de novos mercados e na valorização da carne, o que demonstra não apenas a força da produção, mas também a confiança dos compradores internacionais na qualidade e regularidade do produto.

Andrade também mencionou o aumento do valor agregado nas exportações: 'Além de volume, estamos ganhando valor, o que envolve eficiência produtiva, melhorias genéticas e práticas de manejo sustentável, atendendo às exigências dos mercados mais rigorosos.'

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