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Agronegócio
3 min de leitura

Mercado da soja em Chicago estabiliza enquanto custos de produção sobem

Custo de produção da soja preocupa enquanto plantio avança nos EUA

Camila Souza Ramos29 de maio de 2026 às 10:15
Mercado da soja em Chicago estabiliza enquanto custos de produção sobem

O mercado da soja fechou a semana em Chicago com preços estáveis, mas no Brasil houve uma leve melhora nos valores, ao mesmo tempo em que surgiram preocupações sobre os custos de produção.

Os custos de produção da soja no Brasil aumentaram, especialmente devido ao preço de fertilizantes.

Desempenho do mercado de Chicago

Na Bolsa de Chicago, a soja foi cotada a US$ 11,94 por bushel na quinta-feira, 28 de maio, mantendo-se estável em relação à semana anterior. Os dados revelam que o plantio nos Estados Unidos está avançando bem, com cerca de 79% da área prevista já semeada, acima da média histórica de 68% para este período.

Dentre as áreas plantadas, 49% já germinaram, superando a média de 40%. Apesar do avanço no plantio, o mercado continua a monitorar as condições climáticas nas zonas produtoras, bem como a instabilidade geopolítica que afeta o setor.

Influência do petróleo no mercado

O preço do petróleo também tem um impacto no mercado da soja, com o barril de Brent subindo para US$ 85,62, refletindo em um aumento de 2% no dia 28 de maio. Essa alta ajudou a manter os preços do óleo de soja em Chicago, que subiu 3,7% entre 22 e 28 de maio, alcançando 76,70 centavos por libra-peso.

Cenário no Brasil

No Brasil, a estabilização da taxa de câmbio, entre R$ 5,00 e R$ 5,05 por dólar, favoreceu uma leve recuperação nos preços da soja, que variaram entre R$ 102,00 e R$ 115,00 por saco nas principais localidades. O preço chegou a R$ 114,00 por saco no Rio Grande do Sul.

O custo de produção da soja na safra 2026/27 está projetado em R$ 4.286,89 por hectare, refletindo um aumento de 1,88% desde março.

Análise de custos de produção

Os preços elevados dos insumos, especialmente os fertilizantes e defensivos agrícolas, estão pressionando os custos. A Agrinvest Commodities alerta que esta poderá ser a safra mais cara da última década, com um aumento significativo nos custos por hectare.

Com o término da colheita, a atenção agora se volta para a próxima safra, cuja semeadura começará em setembro. O relatório da CEEMA menciona que devido ao aumento nos custos e riscos climáticos, as margens de lucro para os sojicultores devem ser reduzidas.

"

A redução na adubação pode ser uma estratégia para diminuir custos, mas pode comprometer a produtividade final

CEEMA.

A recomendação principal é a cautela e a necessidade de gerenciamento rigoroso nas decisões de compra de insumos e no planejamento da safra futura.

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