Mercado da soja em Chicago estabiliza enquanto custos de produção sobem
Custo de produção da soja preocupa enquanto plantio avança nos EUA

O mercado da soja fechou a semana em Chicago com preços estáveis, mas no Brasil houve uma leve melhora nos valores, ao mesmo tempo em que surgiram preocupações sobre os custos de produção.
✨ Os custos de produção da soja no Brasil aumentaram, especialmente devido ao preço de fertilizantes.
Desempenho do mercado de Chicago
Na Bolsa de Chicago, a soja foi cotada a US$ 11,94 por bushel na quinta-feira, 28 de maio, mantendo-se estável em relação à semana anterior. Os dados revelam que o plantio nos Estados Unidos está avançando bem, com cerca de 79% da área prevista já semeada, acima da média histórica de 68% para este período.
Dentre as áreas plantadas, 49% já germinaram, superando a média de 40%. Apesar do avanço no plantio, o mercado continua a monitorar as condições climáticas nas zonas produtoras, bem como a instabilidade geopolítica que afeta o setor.
Influência do petróleo no mercado
O preço do petróleo também tem um impacto no mercado da soja, com o barril de Brent subindo para US$ 85,62, refletindo em um aumento de 2% no dia 28 de maio. Essa alta ajudou a manter os preços do óleo de soja em Chicago, que subiu 3,7% entre 22 e 28 de maio, alcançando 76,70 centavos por libra-peso.
Cenário no Brasil
No Brasil, a estabilização da taxa de câmbio, entre R$ 5,00 e R$ 5,05 por dólar, favoreceu uma leve recuperação nos preços da soja, que variaram entre R$ 102,00 e R$ 115,00 por saco nas principais localidades. O preço chegou a R$ 114,00 por saco no Rio Grande do Sul.
✨ O custo de produção da soja na safra 2026/27 está projetado em R$ 4.286,89 por hectare, refletindo um aumento de 1,88% desde março.
Análise de custos de produção
Os preços elevados dos insumos, especialmente os fertilizantes e defensivos agrícolas, estão pressionando os custos. A Agrinvest Commodities alerta que esta poderá ser a safra mais cara da última década, com um aumento significativo nos custos por hectare.
Com o término da colheita, a atenção agora se volta para a próxima safra, cuja semeadura começará em setembro. O relatório da CEEMA menciona que devido ao aumento nos custos e riscos climáticos, as margens de lucro para os sojicultores devem ser reduzidas.
"A redução na adubação pode ser uma estratégia para diminuir custos, mas pode comprometer a produtividade final
A recomendação principal é a cautela e a necessidade de gerenciamento rigoroso nas decisões de compra de insumos e no planejamento da safra futura.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Zoneamento de risco climático atualizado para o girassol
Melhor época para plantar: ferramenta ajuda a reduzir riscos e perdas

A rotina diária do produtor de tabaco: desafios e tarefas do campo
O cotidiano na produção de papel: como é o dia a dia na fabricação das folhas

Recuperação da oferta de gado de pasto poderá sofrer atraso
Impacto do clima quente e seco nas regiões central e norte do país agrava cenário atual

Tecnologia e nutrição em destaque na participação da Yara na Expodireto Cotrijal
Agricultores terão a oportunidade de aprender sobre alternativas tecnológicas no evento.





