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Agronegócio
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Mercado de açúcar enfrenta queda devido à baixa do petróleo

Presença de fatores globais impacta cotações e demanda

Tiago Abech18 de junho de 2026 às 10:45
Mercado de açúcar enfrenta queda devido à baixa do petróleo

O mercado de açúcar registrou uma forte pressão na última semana, afetado pela recente queda no preço do petróleo e pela diminuição do interesse em sua utilização como combustível alternativo através do etanol.

Conforme informações da StoneX, o contrato de referência para julho, identificado como SBK6, terminou na sexta-feira (12) cotado a US¢ 13,70 por libra-peso, apresentando uma queda semanal de 44 pontos, ou 3%. O contrato mais líquido, SBV6, para outubro de 2026, também sofreu redução de 2,7%, fechando a US¢ 14,23 por libra-peso.

As expectativas em relação a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã contribuíram para a desvalorização, com o petróleo Brent caindo 6,5% na semana, baixando para menos de US$ 90 por barril. Com os preços do petróleo reduzidos, o açúcar perdeu parte de seu apelo como alternativa à produção de etanol, resultando em uma demanda mais fraca.

No curto prazo, a atenção do mercado se volta para a Índia, onde as monções, iniciadas em 4 de junho, têm apresentado volumes abaixo do normal. Essa condição pode impactar negativamente a produção na próxima safra, e caso a falta de chuvas se confirme, poderá haver suporte aos preços do açúcar.

No setor de etanol, o preço do hidratado se manteve estável em R$ 2,79 por litro nas usinas de Ribeirão Preto, após uma variação entre R$ 2,74 e R$ 2,79. O etanol anidro teve um leve recuo de dois centavos, agora custando R$ 2,68 por litro. A moagem no Centro-Sul permanece satisfatória, limitando as tentativas de aumento de preços, enquanto os compradores focam em fornecer as necessidades imediatas.

O E32 ganhou destaque, com alinhamento entre governo e setor produtivo.

Uma reunião no Palácio do Planalto firmou a colaboração entre o governo e o setor produtivo, com a votação extraordinária do CNPE agendada para 24 de junho. Essa mudança pode gerar uma demanda adicional de aproximadamente 1 bilhão de litros anuais de etanol anidro, de acordo com estimativas da UNICA, o que poderia ter um efeito indireto altista sobre o hidratado.

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