Mercado de boi gordo mantém preços estáveis apesar da baixa movimentação
Cotações firmes sustentadas por oferta restrita em várias regiões.

Nesta quinta-feira (12), o mercado físico do boi gordo registrou uma movimentação reduzida, mantendo, porém, a firmeza nos preços em diversas regiões sob monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A combinação de uma oferta limitada de animais terminados e escalas de abate curtas continua a dar suporte às cotações.
De acordo com o Cepea, um número significativo de frigoríficos se ausentou das compras, planejando retomar as negociações apenas na próxima semana. Apesar da liquidez reduzida, algumas praças registraram ajustes pontuais nos preços.
Destaques Regionais
Em Cassilândia (MS), o aumento da demanda por fêmeas, impulsionada pela dificuldade de atendimento das escalas de abate e pela escassez de boi gordo, levou a um leve aumento nos preços. Atualmente, os machos são negociados entre R$ 340 e R$ 350 por arroba, enquanto as fêmeas variam entre R$ 310 e R$ 330. As escalas de abate nesta região estão em média com uma semana.
Rio Verde (GO) também noticiou um ajuste de R$ 5 na arroba do boi gordo, melhorando a oferta de animais, mas ainda enfrentando resistência entre os pecuaristas em relação aos preços. As cotações variam entre R$ 320 e R$ 340 por arroba, com escalas entre quatro e oito dias.
Em Colíder (MT), a oferta de animais continua limitada, levando a um status estável nos preços do boi gordo, embora as fêmeas tenham visto um pequeno aumento de R$ 5, indo para R$ 315 a R$ 330 por arroba. As escalas de abate na região variam entre seis e dez dias.
No estado de São Paulo, o principal centro de pecuária do Brasil, também houve uma desaceleração nas atividades, mas os preços se mantiveram firme. O Cepea reportou que os pecuaristas estão resistindo e aguardando valores mais vantajosos, com transações do boi gordo entre R$ 350 e R$ 355, e alguns lotes chegando a R$ 360.
✨ O Indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 353,80 por arroba à vista, acumulando uma valorização de 1,17% em junho.
Embora a movimentação tenha diminuído nesta semana, a combinação das escalas curtas e a baixa oferta de animais continua a estabilizar os preços em níveis elevados, uma situação monitorada de perto por pecuaristas e frigoríficos.
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