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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de fertilizantes enfrenta desafios no segundo trimestre de 2026

Cenário adverso devido a tensões geopolíticas afeta as compras

Carlos Silva22 de abril de 2026 às 14:25
Mercado de fertilizantes enfrenta desafios no segundo trimestre de 2026

O cenário para compradores de fertilizantes no segundo trimestre de 2026 será desfavorável, conforme revelou um relatório da consultoria StoneX. As consequências da guerra no Oriente Médio modificaram a dinâmica habitual de mercado, onde a sazonalidade costumava aliviar a pressão sobre as aquisições.

Historicamente, o segundo trimestre é visto como uma oportunidade para a compra de fertilizantes, especialmente em países como Brasil e Índia. Contudo, em 2026, a análise da StoneX aponta que a combinação de fatores geopolíticos críticos impactou significativamente essa tendência.

Dentre os principais desafios estão a redução da produção em diversos países, complicações logísticas no Estreito de Ormuz e a alta nos preços devido à escalada de tensões militares.

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A probabilidade de um cenário favorável para compras neste trimestre é extremamente baixa

Tomás Pernías, analista da StoneX.

No setor de nitrogenados, que apresenta volatilidade, existem possibilidades de correções, especialmente com a reabertura do Estreito de Ormuz. Contudo, a expectativa é de que as condições logísticas demorem a se normalizar, resultando em preços elevados e gargalos como atrasos e a falta de navios disponíveis.

O quadro no segmento de fosfatados é ainda mais restritivo, com a oferta global limitada por dificuldades de escoamento e manutenção industrial em locais como o Marrocos, além de incertezas nas exportações chinesas.

Desafios do Setor

Custos altos de matérias-primas, como amônia e enxofre, agravam a situação, tornando os preços menos ajustáveis e aumentando o risco de diminuição da demanda em 2026.

Embora o mercado de potássicos, particularmente o cloreto de potássio, mostre condições de aquisição menos restritivas, as incertezas quanto aos fretes mais altos e a pressão geopolítica continuam a ser uma preocupação.

Além disso, as negociações de contratos de longo prazo, como o da Índia, que setam as referências de preços internacionais, podem limitar as aquisições em valores mais competitivos do que os praticados na China e na Índia.

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