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Agronegócio
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Mercado de insumos brasileiros mostra divergências em fertilizantes e defensivos

Produção agrícola enfrenta desafios em meio à cautela de compra

Acro Rodrigues09 de junho de 2026 às 02:45
Mercado de insumos brasileiros mostra divergências em fertilizantes e defensivos

O setor de insumos no Brasil, até junho, evidenciou contrastes significativos entre os mercados de fertilizantes e defensivos, em um cenário que continua a exigir cautela nas compras e a necessidade de renovar as margens para os produtores.

Conforme Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest, o segmento de fertilizantes enfrenta uma transformação notável, particularmente com a ureia, cujo preço caiu aproximadamente 30% desde meados de abril. Essa diminuição favoreceu uma melhora na relação de troca com o milho, embora essa comparação ainda esteja acima da média histórica em sacas por tonelada, exercendo pressão sobre o planejamento agrícola.

O crescimento das compras de fertilizantes voltadas para a safra de milho safrinha 2027 é o mais baixo desde 2019.

As decisões de compra têm sido contidas, refletindo as condições de mercado dos últimos meses. Os preços do milho se mantêm estáveis, enquanto os produtores enfrentam incertezas sobre a janela de plantio da soja, agravadas pelos temores acerca do fenômeno El Niño.

No que diz respeito aos defensivos, houve um crescimento nas compras até início de maio; contudo, esse impulso desacelerou posteriormente. Apesar da queda no ritmo de aquisições, ainda há uma parte relevante do mercado que permanece não atendida. Para a soja na safra 2026/27, mais da metade das compras de defensivos ainda não foram realizadas.

Contexto do Mercado

Até 31 de maio de 2026, 47% das aquisições de defensivos para a safra de 2026/27 estavam concluídas, um avanço em relação aos 44% do ciclo anterior, mas inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 51%.

Além disso, o segmento de defensivos para o milho apresenta um cenário ainda mais amplo, com entre 85% e 90% do mercado ainda aberto, possibilitando espaço para negociações nos próximos meses, dependendo da dinâmica dos preços, das condições climáticas e das percepções de risco dos agricultores.

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