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agricultura
2 min de leitura

Sete defensivos agrícolas proibidos na UE dominam vendas no Brasil

Dados revelam predominância de pesticidas vetados no mercado europeu

Gabriel Rodrigues01 de agosto de 2026 às 10:40
Sete defensivos agrícolas proibidos na UE dominam vendas no Brasil

Uma pesquisa realizada pela geógrafa Larissa Mies Bombardi aponta que sete dos dez defensivos agrícolas mais utilizados no Brasil em 2023 são proibidos na União Europeia. A informação foi divulgada durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Colonialismo químico

Durante sua apresentação, a pesquisadora caracterizou o fluxo comercial que exporta pesticidas à base de toxicidade elevada como 'colonialismo químico', destacando que empresas da Europa continuam a distribuir produtos que estão interditados em seu próprio mercado. Os defensivos identificados como proibidos incluem mancozebe, 2,4-D, acefato, clorotalonil, atrazina, S-metolacloro e dibrometo de diquate.

70% dos defensivos agrícolas mais vendidos no Brasil são vetados na UE.

Esses produtos foram barrados na UE devido aos efeitos prejudiciais à saúde humana, animal e ao meio ambiente. A atrazina, por exemplo, é reconhecida por causar anomalias em anfíbios, evidenciando o risco ambiental associado a esses químicos.

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Impactos ambientais preocupantes

Larissa também mencionou dados do Atlas dos Pesticidas 2022, divulgado pela Heinrich-Böll-Stiftung, que revelaram uma queda alarmante de 41% na população de insetos global entre 2009 e 2019. A redução nas espécies de borboletas chega a 53%.

Além disso, o Brasil se consolidou como o maior importador de pesticidas banidos na UE, recebendo 3 mil toneladas em 2023, superando a soma dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, que juntas totalizaram 2,6 mil toneladas.

O cenário do mercado brasileiro

A pesquisadora destacou que apenas quatro empresas — Basf, Bayer, Corteva e Sinochem — controlam 51% do mercado de sementes e 62% do de defensivos agrícolas no Brasil. Desde a implementação da Lei 14.785, em 2023, o registro desses produtos depende do Ministério da Agricultura e Pecuária, que conta com avaliações da Anvisa e do Ibama.

A Anvisa também informou que cada nação tem suas próprias regras para a concessão de registros. Desde 2006, a agência concluiu 20 reavaliações de produtos, resultando na banimento de 13 ingredientes ativos, enquanto alguns, como 2,4-D e glifosato, continuam com registro, mas com restrições.

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