Mercado de milho apresenta alta na B3, mas preços físicos permanecem baixos
Contratos futuros sobem com preocupações climáticas, mas negociação física ainda fraca.

O mercado de milho observou um aumento nas negociações de contratos futuros, enquanto os preços da negociação física continuam pressionados. De acordo com a TF Agroeconômica, a alta nos contratos na B3 reflete preocupações relacionadas ao clima nas principais regiões produtoras e iniciativas dos compradores para se proteger devido ao crescimento das indústrias de etanol.
✨ Contratos futuros de milho registram altas, mas preços físicos estagnam.
Na bolsa, o mercado passou a considerar cenários de temperaturas mais elevadas e secas nas áreas de cultivo da safrinha, o que ajudou a sustentar os preços das commodities. Os dados mais recentes mostram que o contrato para maio/26 fechou a R$ 68,95, com um aumento de R$ 1,40 em relação ao dia e de R$ 2,72 na semana. Já o contrato para julho/26 foi encerrado a R$ 69,69, com ganhos diários de R$ 1,81 e semanais de R$ 2,52. O contrato de setembro/26 fechou sua jornada a R$ 71,47, marcando um avanço de R$ 1,60 no dia e de R$ 3,27 na semana.
Entretanto, essa tendência de alta ainda não se refletiu da mesma forma no mercado físico, onde a pressão sobre os preços se mantém. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a liquidez é baixa, com transações esporádicas e compradores hesitantes, motivados por uma oferta abundante, estoques altos e boas perspectivas para a safra sazonal. As cotações nesse estado variam entre R$ 56 e R$ 62 por saca.
Em Santa Catarina, a situação também está complicada, pois a divergência entre os pedidos e as ofertas mantém o mercado estagnado. Os preços rondam os R$ 75 por saca, enquanto a procura não ultrapassa R$ 65. No Paraná, a pressão permanece, com preços indicativos próximos de R$ 65 e a procura se situa em torno de R$ 60 CIF, além de novos ajustes negativos para os produtores em diversos pontos de venda.
Por outro lado, o Mato Grosso do Sul apresentou uma leve recuperação após semanas de pressão, com preços entre R$ 57 e R$ 59 por saca, embora ainda com negociações lentas. Todos esses estados são influenciados pelo dólar abaixo de R$ 5,00, pela demanda seletiva e pela expectativa de aumento do consumo na segunda metade do ano.
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