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Agronegócio
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Mercado de milho apresenta alta na B3, mas preços físicos permanecem baixos

Contratos futuros sobem com preocupações climáticas, mas negociação física ainda fraca.

Gabriel Rodrigues23 de abril de 2026 às 07:45
Mercado de milho apresenta alta na B3, mas preços físicos permanecem baixos

O mercado de milho observou um aumento nas negociações de contratos futuros, enquanto os preços da negociação física continuam pressionados. De acordo com a TF Agroeconômica, a alta nos contratos na B3 reflete preocupações relacionadas ao clima nas principais regiões produtoras e iniciativas dos compradores para se proteger devido ao crescimento das indústrias de etanol.

Contratos futuros de milho registram altas, mas preços físicos estagnam.

Na bolsa, o mercado passou a considerar cenários de temperaturas mais elevadas e secas nas áreas de cultivo da safrinha, o que ajudou a sustentar os preços das commodities. Os dados mais recentes mostram que o contrato para maio/26 fechou a R$ 68,95, com um aumento de R$ 1,40 em relação ao dia e de R$ 2,72 na semana. Já o contrato para julho/26 foi encerrado a R$ 69,69, com ganhos diários de R$ 1,81 e semanais de R$ 2,52. O contrato de setembro/26 fechou sua jornada a R$ 71,47, marcando um avanço de R$ 1,60 no dia e de R$ 3,27 na semana.

Entretanto, essa tendência de alta ainda não se refletiu da mesma forma no mercado físico, onde a pressão sobre os preços se mantém. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a liquidez é baixa, com transações esporádicas e compradores hesitantes, motivados por uma oferta abundante, estoques altos e boas perspectivas para a safra sazonal. As cotações nesse estado variam entre R$ 56 e R$ 62 por saca.

Em Santa Catarina, a situação também está complicada, pois a divergência entre os pedidos e as ofertas mantém o mercado estagnado. Os preços rondam os R$ 75 por saca, enquanto a procura não ultrapassa R$ 65. No Paraná, a pressão permanece, com preços indicativos próximos de R$ 65 e a procura se situa em torno de R$ 60 CIF, além de novos ajustes negativos para os produtores em diversos pontos de venda.

Por outro lado, o Mato Grosso do Sul apresentou uma leve recuperação após semanas de pressão, com preços entre R$ 57 e R$ 59 por saca, embora ainda com negociações lentas. Todos esses estados são influenciados pelo dólar abaixo de R$ 5,00, pela demanda seletiva e pela expectativa de aumento do consumo na segunda metade do ano.

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