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Agronegócio
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Mercado de milho apresenta oscilações e incertezas no Brasil

Altas nos futuros contrastam com baixa liquidez no físico

Carlos Silva30 de abril de 2026 às 07:45
Mercado de milho apresenta oscilações e incertezas no Brasil

Na quarta-feira, o mercado de milho no Brasil mostrou um quadro misto, com os contratos futuros em alta, enquanto a liquidez no mercado físico permanece baixa. Essas movimentações foram influenciadas pela valorização do dólar, pelos preços na Bolsa de Chicago e pela incerteza climática relacionada ao milho safrinha.

A falta de chuvas em Goiás e Minas Gerais gera preocupação com a segunda safra.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) emitiu um alerta sobre a segunda safra devido à escassez de chuvas em regiões críticas. Em Goiás e Minas Gerais, já se observa o estresse hídrico, o que pode impactar negativamente a produção. No Paraná, o clima quente e as chuvas irregulares começam a afetar o potencial produtivo, deixando o prêmio climático como um fator de atenção para os agentes do setor.

Os preços futuros na B3 mostraram algumas variações: o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 68,77, um aumento de R$ 0,56 no dia, mas uma pequena queda de R$ 0,18 na comparação semanal. O vencimento de julho de 2026 fechou em R$ 69,82, com leve alta diária de R$ 0,02 e um ganho semanal de R$ 0,13. Já o contrato de setembro de 2026 encerrou a R$ 72,05, subindo R$ 0,11 no dia e R$ 0,58 na semana.

No estado do Rio Grande do Sul, o cenário é de baixa liquidez e negócios limitados, com preços oscilando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, resultando em uma média de R$ 58,18, que representa um crescimento semanal de 0,31%. A menor disponibilidade em algumas regiões, a necessidade de recomposição de estoques e a competição por fretes ajudam a conter quedas, embora os compradores se mostrem cautelosos.

Em Santa Catarina, o mercado permanece em um impasse, com pedidos próximos a R$ 75,00 e ofertas ao redor de R$ 65,00, o que mantém a situação estagnada. No Planalto Norte, os negócios acontecem entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca, sem mudanças significativas. No Paraná, a pressão recente causa incertezas, com preços próximos a R$ 65,00, enquanto a demanda ronda os R$ 60,00 CIF.

No Mato Grosso do Sul, a oferta abundante continua a pressionar os preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. Embora a bioenergia se mantenha como um canal de absorção para a produção, ainda não possui força suficiente para alterar o panorama no curto prazo.

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