Mercado de milho no Brasil: preços variam com colheitas irregulares
Cenário misto afeta cotações e liquidez no setor agrícola

O mercado de milho no Brasil apresenta um cenário de oscilações, impactado por fatores sazonais, climáticos e tendências globais nas últimas semanas.
Conforme análise da TF Agroeconômica, as cotações na B3 testemunharam perdas nos contratos mais próximos e uma leve recuperação nas opções de vencimento mais tarde. Essa pressão nos preços imediatos é fruto do avanço da colheita de verão e das expectativas em torno da safra de milho safrinha, além do aumento de produção recentemente reportado.
✨ A pressão dos preços mantém compradores à espera de margens mais vantajosas para grandes negociações.
A oferta crescente da Argentina também contribui para a pressão no mercado. Contudo, o apetite do comprador internacional tem proporcionado suporte aos contratos de longo prazo. No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca.
A colheita no estado avança de maneira irregular devido às chuvas frequentes, embora a produtividade média seja considerada satisfatória. Em Santa Catarina, a discrepância entre as ofertas e pedidos impede a movimentação do mercado, resultando em negociações limitadas.
No Paraná, a primeira safra está praticamente colhida, e a segunda safra apresenta condições favoráveis, impulsionadas por uma melhoria climática recente. Entretanto, o ritmo do mercado continua lento, com compradores concentrando-se nas necessidades de curto prazo.
Mato Grosso do Sul observa uma recuperação nos preços após quedas anteriores, especialmente devido à demanda do setor de bioenergia, apesar da liquidez ainda ser um desafio. Em termos gerais, o mercado brasileiro de milho continua cauteloso, influenciado pela taxa de câmbio abaixo de R$ 5,00 e pela atuação seletiva da demanda, que restringe a agilidade das transações.
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