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Agronegócio
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Milho sofre baixa com pressão do mercado em maio

Contratos futuros em queda e mercado físico com baixa liquidez

Tiago Abech01 de junho de 2026 às 08:45
Milho sofre baixa com pressão do mercado em maio

O mercado de milho fechou maio passando por um período de pressão, caracterizado por quedas nos contratos futuros e baixa atividade no mercado físico. A insegurança dos compradores em relação à oferta disponível contribuiu significativamente para essa situação.

De acordo com a TF Agroeconômica, esse cenário foi impulsionado pela sazonalidade da colheita do milho safrinha, pela queda registrada em Chicago e pela existência de estoques confortáveis, que favorecem a negociação dos compradores.

O milho na B3 encerrou a sexta-feira em queda, com perdas acumuladas na semana e no mês.

As tarifas de exportação foram robustas, mas não foram suficientes para manter os preços internos altos com o início da colheita. O contrato para setembro teve uma queda de 0,89% no dia, 2,59% na semana e 5,44% no mês. Em Chicago, as perdas foram de 1,83%, 2,98% e 5,64%, respectivamente.

Situação nos estados produtores

No Rio Grande do Sul, negócios permanecem esparsos, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e uma média estadual de R$ 58,76, que viu uma alta semanal de 0,89%. A colheita já alcançou 96% da área, mas as baixas temperaturas atrasaram o processo nas regiões tardias e safrinha.

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As geadas tiveram apenas um impacto pontual e não comprometem significativamente a produtividade do milho

TF Agroeconômica

Em Santa Catarina, a atividade de mercado está contida com ofertas próximas de R$ 70,00 por saca e uma demanda ao redor de R$ 65,00, porém, a discrepância entre compradores e vendedores torna as transações desafiadoras. A cadeia produtiva está atenta às variações de custos, oferta de outras regiões e ao planejamento da próxima safra.

Cenário no Paraná e em MS

Os altos estoques no Paraná continuam a influenciar a estabilidade dos preços, com indicações em torno de R$ 65,00 por saca e a demanda próxima de R$ 60,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, a oferta crescente da segunda safra mantém os preços pressionados, variando entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.

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