Mercado de milho no Sul tem baixa mobilidade, limitações nas vendas
Baixa liquidez e cotações misturadas marcam o cenário atual

O mercado de milho nas regiões Sul e Mato Grosso do Sul enfrenta desafios significativos com a baixa liquidez e negociações limitadas, resultando em um cenário de oferta ainda confortável a curto prazo.
De acordo com a TF Agroeconômica, enquanto algumas áreas mostram preços estáveis, o elevado estoque e expectativas de colheita nacional mais robusta inibem aumentos maiores nos valores.
Situação no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 97% da área plantada, com focos ainda nas lavouras tardias. As cotações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, resultando em uma média estadual de R$ 59,27, que representa um aumento de 0,87% na última semana. A pressão de vendas diminuiu, ajudando a manter os preços, apesar do lento progresso nas negociações.
Desafios em Santa Catarina e Paraná
Em Santa Catarina, o mercado continua com movimentação restrita. Os preços estão próximos de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda ronda R$ 65,00, criando uma barreira para fechar vendas. No Planalto Norte, os valores variam de R$ 65,00 a R$ 70,00 por saca, ainda refletindo uma cautela dos compradores.
No Paraná, a oferta abundante e os altos estoques exercem pressão nas transações. Os preços estão próximos de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda se concentra na faixa de R$ 60,00 CIF. Notadamente, as cotações ao produtor exibem um comportamento misto, com elevações em Guarapuava e Ponta Grossa contrastando com quedas em Cascavel, Londrina e Umuarama.
Cenário em Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com algumas áreas apresentando leve recuperação. No entanto, a expectativa de aumento na safra e a escassez de liquidez continuam restringindo uma valorização mais significativa.
✨ O setor agrícola permanece cauteloso, refletindo um ambiente de negociações desafiador.
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