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Agronegócio
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Mercado de soja brasileiro enfrenta baixa liquidez e quedas regionais

Horário limitado de operações influencia negociações

Mariana Souza30 de junho de 2026 às 06:25
Mercado de soja brasileiro enfrenta baixa liquidez e quedas regionais

Na segunda-feira (29), o mercado de soja no Brasil sofreu com a baixa liquidez, influenciada pelo horário reduzido de negociação em razão da partida da seleção brasileira. O indicador Cepea/Esalq, referente ao porto de Paranaguá (PR), registrou um pequeno aumento de 0,02%, alcançando R$ 133,90 por saca.

Conforme analisado pelo Cepea, a demanda por soja permanece robusta, impulsionada por uma conjuntura geopolítica instável, especialmente devido aos conflitos no Estreito de Ormuz e a possibilidade de greves na Argentina. Isso tem elevado o interesse pelo grão brasileiro, bem como pelo americano.

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O crescente interesse pela soja destinada à exportação intensificou a concorrência entre compradores internacionais e indústrias de processamento, o que veio a elevar os prêmios de exportação e, consequentemente, a sustentar os preços no mercado interno

Cepea

Porém, a situação não é a mesma em todas as regiões do Brasil, onde os preços apresentam uma tendência de queda. Dados da AgRural indicam que em Ponta Grossa (PR) o preço da saca caiu para R$ 130, uma redução de R$ 0,50 em comparação ao dia anterior. Em Primavera do Leste (MT), o valor despencou R$ 1, marcando R$ 113 a saca, e em Luís Eduardo Magalhães (BA), a soja foi negociada a R$ 118,50, com queda de R$ 2.

Essas diminuições nos preços brasileiros podem ser atribuições à movimentação na bolsa de Chicago, onde os contratos futuros para agosto apresentaram uma queda de 1,52%, cotados a US$ 11,1925 por bushel.

Demanda por soja brasileira e americana cresce em meio a instabilidade geopolítica.

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