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Agronegócio
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Soja recupera valores com compras chinesas e estabilidade no mercado

Mercados interno e externo veem alta em meio a condições variadas

Tiago Abech19 de maio de 2026 às 07:15
Soja recupera valores com compras chinesas e estabilidade no mercado

A soja registrou uma recuperação significativa nos mercados, tanto interno quanto externo, nesta segunda-feira, devido a compras técnicas em Chicago, a estabilidade do câmbio e boas expectativas relacionadas à demanda da China.

Conforme relatado pela TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou suas atividades em alta, após o governo dos Estados Unidos confirmar que a China se comprometeu com compras adicionais que podem chegar a bilhões de dólares até 2028, movimentando o mercado de commodities de forma geral.

Os contratos de julho da soja subiram 3,06%, para US$ 12,13 por bushel, e agosto avançou 2,93%, alcançando US$ 12,11 por bushel.

O farelo de soja teve um leve aumento de 0,06%, enquanto o óleo de soja cresceu 2,37%, beneficiado também pela permanência dos preços do petróleo em níveis elevados em função do bloqueio militar no Estreito de Ormuz.

Embora a reação do mercado tenha sido positiva, persiste a incerteza sobre a real possibilidade de cumprimento desse acordo de compras pela China, principalmente considerando as frustrações comerciais recentes.

Situação no Brasil: Variações regionais e colheita avançada

No Rio Grande do Sul, os preços no mercado físico apresentaram elevações modestas, exceto no Porto de Rio Grande, que apresentou um recuo para R$ 127,67 no disponível. A colheita atingiu 95% da área, superando a média histórica.

Entretanto, a estimativa de produção foi ajustada pela Emater/RS-Ascar, passando de 21,44 milhões para cerca de 19 milhões de toneladas, devido às chuvas irregulares que geraram diferenças de produtividade notáveis entre as diferentes regiões.

Em Santa Catarina, Palma Sola viu o preço subir para R$ 114,00, enquanto Rio do Sul se manteve em R$ 115,00, ao passo que o Porto de São Francisco do Sul teve uma queda para R$ 130,00. A colheita alcançou 74% da área cultivada, e o vazio sanitário da Região II foi determinado entre 13 de junho e 21 de setembro de 2026.

No Paraná, a safra de 22 milhões de toneladas está enfrentando desafios logísticos, com fretes altos e margens reduzidas. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul destacou-se, especialmente em São Gabriel do Oeste, com um aumento de 3,30%, e as exportações de abril somaram 1,03 milhão de toneladas.

Em Mato Grosso, a produção histórica de 51,56 milhões de toneladas está pressionando os silos e o transporte, enquanto as projeções de custo para o próximo ciclo superam R$ 8 mil por hectare.

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