Mercado de soja enfrenta equilíbrio instável e recomendações cautelosas
Produtores são aconselhados a não esperar altas significativas

O setor de soja brasileiro enfrenta um equilíbrio tenso devido à demanda industrial e uma ampla oferta de mercado. A TF Agroeconômica recomenda que os produtores aproveitem os picos de preços para realizar vendas, evitando manter toda a produção aguardando um aumento significativo.
Conforme a análise da consultoria, o mercado continua em uma fase lateralizada, apresentando suporte próximo a R$ 120 por saca e resistência entre R$ 123 e R$ 124. A recente alta dos preços perdeu força e há um risco crescente de os produtores perderem oportunidades se atrasarem suas vendas na expectativa de um rompimento de resistência.
✨ Estratégia sugerida: negociar em lotes, especialmente quando os preços se aproximarem dos níveis de resistência.
Cenário Internacional
No cenário internacional, o mercado de Chicago busca estabelecer uma tendência de alta após romper um ciclo de baixa, embora ainda não tenha uma confirmação forte. Os contratos de julho apresentam suporte em torno de 1.160 cents por bushel, com resistência entre 1.200 e 1.220 cents.
As movimentações atuais refletem um ambiente de transição, que não está saturado em termos de oferta global, mas apresenta estoques adequados para o curto prazo. A demanda por óleo de soja é um fator positivo, com os Estados Unidos registrando o maior uso de óleo para biodiesel desde julho de 2025, representando 44% de sua matriz de biocombustíveis.
Fatores Adversos
A safra brasileira acima de 180 milhões de toneladas limita a possibilidade de uma alta significativa nos preços. Além disso, a diminuição dos prêmios na América do Sul pressiona os preços internos, enquanto condições climáticas favoráveis nos EUA e na Argentina reduzem os riscos de produção. A demanda por soja da China continua moderada.
Para assegurar suas operações, os produtores devem considerar estratégias de hedge, avaliando opções em Chicago, dólar e prêmios. Eventos a serem monitorados incluem a queda do petróleo, o aumento significativo do plantio nos EUA, a continuidade da pressão nos prêmios e a desaceleração nas compras da China.
Diante desse cenário, o mercado continua lateralizado no Brasil, com uma tendência ligeira de baixa, onde vender durante períodos de alta é uma abordagem mais cautelosa do que apostar em um rompimento de resistência.
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