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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de soja apresenta disparidades regionais no Brasil

Com preços altos, logística ainda afeta a rentabilidade dos produtores

Acro Rodrigues04 de maio de 2026 às 08:45
Mercado de soja apresenta disparidades regionais no Brasil

O cenário do mercado de soja no Brasil apresenta variações significativas entre as regiões, com preços robustos em portos e determinadas áreas rurais, enquanto problemas logísticos continuam a impactar a lucratividade dos agricultores. As informações são da TF Agroeconômica.

Rio Grande do Sul em destaque

No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 79% dos 6,62 milhões de hectares cultivados. No entanto, a umidade elevada e as chuvas frequentes limitam as atividades no campo. Além disso, um déficit de armazenagem de 3,5 milhões de toneladas pressiona a logística nas áreas já colhidas, dificultando a retenção do produto.

Em Passo Fundo, Ijuí, Cruz Alta e Santa Rosa, o preço alcançou R$ 125,00 por saca, enquanto o Porto de Rio Grande ficou em R$ 128,00.

Situação em Santa Catarina e Paraná

Em Santa Catarina, Campos Novos viu seu preço subir para R$ 125,50 por saca, impulsionado pela demanda industrial. Contudo, Rio do Sul e Palma Sola ficaram em R$ 118,00 e R$ 113,00, respectivamente. A produção total do estado está projetada em 3,1 milhões de toneladas, com um incremento de 21,4% na área da segunda safra, ultrapassando 70 mil hectares. No porto de São Francisco, a cotação foi de R$ 129,20.

No Paraná, os preços foram ainda mais altos, com Paranaguá a R$ 131,00 e Cascavel e Maringá a R$ 121,00. A estimativa de produção do Deral para o estado é de 21,7 milhões de toneladas, mas a falta de 12,6 milhões de toneladas em armazenagem limita a negociação.

Informações do Centro-Oeste

No Mato Grosso do Sul, a colheita já completou 97,1% da área monitorada, com valores em Campo Grande e Dourados fixados em R$ 112,00. Já em São Gabriel do Oeste, o preço caiu para R$ 107,00. Em Mato Grosso, a colheita foi finalizada, mas o foco agora recai sobre a logística, uma vez que o estado enfrenta um déficit de 53,4 milhões de toneladas em silos, o maior do Brasil, em meio a custos de frete elevados e necessidade de vendas imediatas.

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