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Agronegócio
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Mercado de soja fecha em alta após aumento da demanda e clima favorável

Valorização é impulsionada por fatores climáticos e novas negociações internacionais

Acro Rodrigues26 de junho de 2026 às 08:15
Mercado de soja fecha em alta após aumento da demanda e clima favorável

O mercado da soja encerrou a quinta-feira em alta, refletindo uma evolução nos preços tanto no exterior quanto em diversas localidades brasileiras. Esse aumento foi impulsionado por condições climáticas favoráveis, um sinal de demanda crescente e oscilações nas taxas de câmbio.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de julho na Bolsa de Chicago subiram 1,69%, alcançando US$ 11,2750 por bushel, enquanto os vencimentos de agosto registraram um avanço de 1,81%, a US$ 11,37. O farelo de soja teve uma alta de 1,52%, e o óleo apresentou uma valorização de 1,94%.

O aumento nos preços é apoiado por negociações entre EUA e China sobre tarifas e exportações robustas.

Esse movimento é sustentado pela recente aproximação nas discussões entre Estados Unidos e China acerca da redução de tarifas, além dos números de vendas semanais de exportação divulgados pelo USDA, que superaram as expectativas do mercado. A intensificação da seca no Meio-Oeste americano e as previsões de calor extremo também ajudaram a manter os preços altos.

Embarques e Cotações no Brasil

Na América do Sul, as projeções para os embarques brasileiros em julho foram ajustadas para 15,21 milhões de toneladas. Enquanto isso, a safra da Argentina se manteve em 50,10 milhões de toneladas, com 98% da área já colhida. No Brasil, o Porto de Rio Grande cotou a saca a R$ 134, uma alta de 0,75%, em um mercado caracterizado por liquidez moderada e com os produtores algo retraídos.

Além disso, em Paranaguá, o preço por saca também atingiu R$ 134, com um avanço de 1,52%. As preocupações com as lavouras de inverno aumentaram em função das recentes geadas. Santa Catarina, especificamente em São Francisco do Sul, viu preços estáveis a R$ 132, enquanto fretes ainda permanecem elevados.

Em Mato Grosso do Sul, as altas foram ainda mais acentuadas, especialmente em Sidrolândia. Os custos logísticos para transportar a soja até Santos chegaram a R$ 290 por tonelada. Já em Mato Grosso, o preço médio semanal alcançou R$ 106,73 por saca, representando o maior valor nominal do ano de 2026.

Apesar da alta, desafios como armazenagem, altos fretes e endividamento rural dificultam a comercialização.

Contudo, mesmo com essa firmeza nos preços, os gargalos na armazenagem, a elevação nos custos de frete e o endividamento dos produtores continuam a afetar negativamente a comercialização da soja em diversas regiões do país.

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