Colheita de milho segunda safra inicia com produção abaixo do esperado
Produtores enfrentam desafios climáticos que impactam a oferta e exportação

Produtores de milho no Brasil iniciaram a colheita da segunda safra da temporada 2025/26, mas já se sabe que a produção será inferior à do ano anterior, o que deve provocar um aumento nos preços e afetar as exportações.
Desempenho dos Estados
O estado de Goiás, que ocupa a quarta posição na produção de milho de segunda safra no Brasil, é apontado como o principal responsável pela queda, devido à escassez de chuvas. Minas Gerais também enfrentará uma redução na produção, mas Goiás é onde o problema é mais crítico, com uma expectativa de perda de 5 milhões de toneladas, segundo Fabio Meneghin, diretor da Veeries Inteligência em Agronegócio.
✨ Goiás deve iniciar a colheita em junho, mas a falta de chuvas já comprometeu as lavouras.
Meteoro Clima prevê chuvas irregulares para junho, mas especialistas alertam que a previsão não deve ser suficiente para minimizar as perdas. A produção total de milho de segunda safra está projetada para 114 milhões de toneladas, 6 milhões a menos que no ciclo anterior, superando a estimativa da Conab, que é de 108,4 milhões de toneladas.
Impacto nas Exportações
Com a quantidade reduzida de milho, as exportações brasileiras enfrentam um cenário complicado. Goiás, que não deve exportar milho este ano, precisará comprar o grão de outras regiões, como Mato Grosso e Paraná. A instabilidade do câmbio, com a cotação próxima de R$ 5, também não favorece as exportações.
"O comércio exterior pode ver embarques entre 37 milhões e 39 milhões de toneladas, abaixo das 40 milhões do ano anterior
A situação é ainda mais complicada devido aos conflitos internacionais, como a guerra entre EUA e Irã, que afetam a demanda por milho. O Irã, que foi um dos principais destinos do milho brasileiro em 2025, enfrenta dificuldades para importar produtos em meio à guerra.
Expectativas de Preço
O mercado interno deve passar por mudanças nos preços, mas as opiniões estão divididas. A previsão é de uma estabilidade devido a estoques de 18 milhões de toneladas, mas em Goiás, a forte demanda das usinas de etanol pode gerar um aumento regional nos preços.
✨ Uma alta de até 10% nos preços do milho é esperada na B3 até novembro, mas dependerá também do que ocorrer nos EUA.
Apesar das dificuldades em Goiás, produtores de Mato Grosso e Paraná reportam um desenvolvimento adequado das lavouras, mesmo com alguns episódios de clima adverso, como geadas. A expectativa é que, se as condições climáticas permanecerem favoráveis, a produção não será significativamente afetada.
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