Mercado de trigo no Brasil passa por ajustes regionais significativos
Os preços são afetados por oferta e frete, impactando a safra futura

O mercado de trigo brasileiro está passando por uma fase de ajustes significativos, com os preços variando de acordo com a oferta, frete, demanda dos moinhos e as expectativas para a próxima safra.
Um levantamento realizado pela TF Agroeconômica revelou que o Rio Grande do Sul apresentou aumento nos preços do trigo para os meses de julho e agosto, enquanto o trigo argentino viu alta em Canoas.
✨ No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado por R$ 1.450,00 por tonelada.
Os preços do trigo pão foram estipulados em R$ 1.350,00 para junho e R$ 1.370,00 para julho e agosto, evidenciando uma semana de negócios intensos para a qualidade superior do produto.
Com o trigo argentino sendo vendido ao preço de US$ 300 por tonelada em Canoas, houve um aumento de US$ 5 em relação à semana anterior. A previsão de uma produção reduzida para a nova safra, estimada em 6,5 milhões de toneladas, juntamente com importações de 6,75 milhões de toneladas, tende a alinhar os preços internos à paridade internacional.
Atualmente, os moinhos já garantiram praticamente todos os seus insumos para junho, com 40% de cobertura para julho. A negociação para agosto já é observada pelo setor, sendo que em Panambi, o preço subiu para R$ 66,00 por saca.
Em Santa Catarina, o mercado permaneceu estável, com negociações pontuais. O frete continua a ser um dos principais fatores que influenciam os preços finais.
Os preços para o trigo catarinense variaram entre R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto no Paraná, os valores caíram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada FOB.
No Paraná, os preços ficaram inalterados ou levemente reduzidos, pressionados pelo preço da farinha, com as últimas negociações ocorrendo a R$ 1.400 FOB no norte do estado. O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto a nova safra é esperada entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro, com projeção de alta.
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