Soja recupera valor com alta do petróleo e expectativas de mercado
Os futuros da soja em Chicago reagem a compras antes do relatório WASDE

Os contratos de soja em Chicago mostraram sinais de recuperação, impulsionados por compras estratégicas em meio à iminente divulgação do relatório WASDE de junho e pelo aumento nos preços do petróleo no cenário internacional.
De acordo com a TF Agroeconômica, a commodity referente ao mês de julho encerrou em alta de 0,83%, alcançando US$ 11,23 por bushel, enquanto as cotas de agosto subiram 0,80%, fechando a US$ 11,2775 por bushel. Os produtos derivados também apresentaram bons resultados, com o farelo de soja para julho impactado por um ganho de 0,27%, cotado a US$ 301,90 por tonelada curta, e o óleo de soja subindo 0,56%, a 75,33 centavos de dólar por libra-peso.
Esse movimento positivo segue um período prolongado de desvalorização desde a metade de maio, sugerindo ajustes técnicos por parte dos investidores ante novas estimativas de oferta e demanda.
✨ O aumento nos preços do petróleo, em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, também foi um fator crucial para a valorização da soja, que está intimamente ligada ao biodiesel.
Na região do Rio Grande do Sul, o mercado de soja se manteve estável, com valorização nas cooperativas locais. A colheita da safra de verão 2025/26 foi concluída, apresentando uma produtividade média de 2.871 quilos por hectare.
Os preços variaram nas diferentes cidades: em Ijuí, Cruz Alta e Passo Fundo, a saca foi avaliada em R$ 128,45, enquanto em Santa Rosa o preço foi estabelecido em R$ 126,50. Entretanto, no porto de Rio Grande, o valor caiu para R$ 130,00.
No Paraná, a produção de soja chegou a 21,7 milhões de toneladas, considerada uma das maiores da história estadual. Os silos permanecem com alta taxa de ocupação, devido ao recorde de produção de soja, à expansão da cultura do milho de primeira safra e à proximidade da colheita do milho da segunda safra.
Em Maringá, a cotação atingiu R$ 125,46, enquanto em Cascavel foi registrada a saca a R$ 121,50. Já em Mato Grosso do Sul, Campo Grande observou um aumento para R$ 117,00, com o estado exportando 900 mil toneladas de soja em maio, gerando um total de receita de US$ 385,6 milhões.
Por fim, em Mato Grosso, a comercialização de soja alcançou 81,04% da produção estimada, buscando liberar espaço para a colheita do milho safrinha, ao mesmo tempo em que os custos logísticos ainda permanecem elevados.
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